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10/09/2015 16:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Cientistas dizem ter encontrado nova espécie do gênero humano na África do Sul

Nossa árvore genealógica pode ganhar um novo membro. Uma equipe internacional de pesquisadores anunciou a descoberta de um novo ancestral pertencente ao gênero Homo. Com vocês... O Homo naledi!

Os fósseis da espécie foram descobertos em uma caverna profunda a cerca de 50 quilômetros de Johannesburgo, na África do Sul, em uma área conhecida como "berço da humanidade".

Entre 2013 e 2014, seis pesquisadoras se esgueiraram por uma fenda de apenas 20 centímetros para acessar uma câmara no fundo da caverna Rising Star, a cerca de 90 metros da superfície.

Ali, encontraram um conjunto de mais de 1500 ossos de cerca de quinze indivíduos -- entre bebês, jovens e um idoso--, cuja formação era diferente de toda a estrutura óssea de outras espécies do gênero Homo.

A nova espécie foi batizada de Homo naledi -- em sesotho, uma das línguas oficiais da África do Sul, naledi significa estrela.

(Continue lendo após o vídeo)

As ossadas mostram que o Homo naledimistura características de primatas antigos a outras do Homo sapiens.

Ao mesmo tempo que as mãos do naledi são quase iguais às nossas, seu crânio só é capaz de comportar um cérebro bem pequenininho -- do tamanho do de um gorila -- e seus dedos dos pés são curvados, uma característica da adaptação dos animais que vivem em árvores.

O nosso novo amigo também era excepcionalmente alto para um hominídeo -- tinha cerca de 1,50m -- e bem magrinho -- pesava cerca de 45 quilos.

Não se sabe se os ossos estavam onde foram encontrados porque os cerca de quinze indivíduos Homo nalendi morreram na "câmara secreta", ou se a criatura era capaz de realizar algum tipo de sepultamento primitivo.

Por ora, os pesquisadores acreditam que a segunda hipótese é mais provável.

Como os ossos estavam dispostos no chão da caverna e não há outros animais mortos nas proximidades, é difícil calcular a idade exata do Homo naledi. O mínimo esperado são 2 milhões de anos.

A descoberta, realizada em parceria com a National Geographic Society, pode nos ajudar a compreender a transição entre o australopiteco e os primeiros exemplares do gênero homo, ao qual pertencemos.

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