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10/09/2015 09:45 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Alemanha já recebeu 450 mil refugiados dos 800 mil previstos para 2015

ROBERT ATANASOVSKI via Getty Images
A woman coveres her eyes as migrants and refugees try to break through the Macedonian police cordon, while waiting to board a bus after crossing the Macedonian-Greek border near Gevgelija, on September 10, 2015. More than ten thousand refugees and migrants arrived in Piraeus from the overcrowded Greek islands, especially the island of Lesbos , in the last 24 hours. AFP PHOTO / ROBERT ATANASOVSKI (Photo credit should read ROBERT ATANASOVSKI/AFP/Getty Images)

O vice-chanceler e ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, anunciou nesta quinta-feira (10) que o país já recebeu, neste ano, 450 mil refugiados, dos 800 mil previstos em 2015.

O ministro acrescentou que, só nos primeiros oito dias de setembro, a Alemanha recebeu 37 mil pedidos de asilo, enquanto no mês anterior foram recebidos 105 mil.

Em discurso no Bundestag (parlamento federal) durante debate do Orçamento do Estado para 2016, o ministro sublinhou que "a migração não pode ser proibida, nem evitada", sendo por isso necessário estabelecer vias de acesso legais à Europa e criar alternativas às redes de traficantes.

"Por isso recomendo avançar com urgência, também na Alemanha, em uma lei de imigração", disse.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que adiou o debate sobre a lei de imigração para que seja possível discutir o tema com maior objetividade.

Sigmar Gabriel garantiu que a Alemanha pode responder à crise dos refugiados sem prejudicar os cidadãos, nem aumentar impostos, porque o Governo manteve sua política econômica e financeira e não contraiu novas dívidas.

"Isto vale a pena", afirmou o ministro, acrescentando que a economia alemã continua a registar um crescimento consolidado.

Gabriel pediu aos empresários, sindicatos e representantes políticos que lancem um plano de formação para refugiados em resposta a uma dos principais problemas da economia alemã: a falta de mão-de-obra qualificada.

O ministro advertiu que o deficit de mão-de-obra, de até seis milhões de pessoas, é uma ameaça não só para as empresas, como também para o bem-estar de toda a sociedade.

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