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09/09/2015 10:23 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Com aliados de Aécio e Cunha, oposição lança movimento a favor do impeachment de Dilma nesta quinta-feira

Montagem/Reprodução Twitter e Facebook

As lideranças de PSDB, PSC, DEM, PPS e Solidariedade lançam nesta quinta-feira (10), na Câmara dos Deputados, em Brasília, um movimento suprapartidário a favor da abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). A meta dos parlamentares é pressionar o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a colocar o tema em pauta.

Desde o início do ano, já foram feitos 21 pedidos de impeachment contra a presidente, dos quais nove foram arquivados por Cunha – quatro em fevereiro e outros cinco nas últimas semanas. Outros 12 estão sob análise da presidência da Câmara.

Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), um dos pedidos – feito pelo jurista Hélio Bicudo, membro fundador do PT, do qual se desfiliou em 2005 – é o mais viável neste momento a ser aceito e levado ao plenário, para ser discutido e votado pelos deputados.

“O Brasil não suporta mais três anos e meio de Dilma”, assinalou o tucano. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente da legenda, foi consultado sobre o movimento e, apesar de não ter tomado à frente, demonstrou apoiar a iniciativa dos deputados.

Entre os insatisfeitos está o deputado federal Paulinho da Força (SP), presidente nacional do Solidariedade. Aliado de Aécio e de Cunha no Congresso Nacional, o parlamentar virou réu nesta terça-feira (8) no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de ser beneficiário de um esquema que desviou recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Paulinho não falou sobre o movimento pró-impeachment, mas o líder do partido na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (BA), disse que o grupo parlamentar contrário ao governo Dilma pode ter até mesmo nomes da base, área na qual existiriam parlamentares a favor do impeachment.

“Esse movimento quer congregar a todos. Eduardo Cunha tem obrigação de colocar o pedido em pauta”, completou Maia.

Da sua parte, Cunha declarou que não cederá a pressões para acelerar a análise dos pedidos de impeachment. “Vou começar a decidir os pedidos que estão aí pela ordem que entraram. Estou lendo e alguma coisa vou decidir já. Mas vou decidir no meu tempo, não no tempo da pressão, mas no tempo da efetividade do que posso fazer”, avaliou.

(Com Agência Câmara)

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