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04/09/2015 16:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Projeto que quer barrar decote e minissaia revolta deputadas e servidoras

Montagem/Câmara/Estadão Conteúdo

O anúncio do primeiro secretário da Câmara dos Deputados, Beto Mansur (PRB-SP), de que vai acatar a sugestão do projeto da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que cria um dress code para transitar na Casa, revoltou servidoras e deputadas que não concordam com a medida. A proposta de Cristiane tem como um dos objetivos banir decotes e minissaias.

As funcionárias da Câmara organizam para quarta-feira (9) um protesto, chamado “Cuide do seu decoro, que eu cuido do meu decote”.

Uma das deputadas que já se posicionou contra a ideia de impedir o acesso à Câmara pela vestimenta do cidadão, Jô Moraes (PCdoB-MG) argumenta que a proposta parte do pressuposto de que o cidadão que vai visitar a Câmara é um analfabeto social, “sem noção do ambiente onde se encontra”.

Em artigo publicado na página do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, a deputada acrescenta que, pelo que foi apresentado, a forma de vestir na Câmara dos Deputados passa a ser “caso de polícia”.

"A inoportunidade do debate alerta para uma consequência absolutamente inaceitável que pode advir dessa simbólica resolução. Em nome do “decoro de vestimenta” PASSA-SE A IMPEDIR A ENTRADA DO POVO NA CASA DO POVO. (…) Em tempos de tendências conservadoras e autoritárias não se pode correr o risco de, ao impedir o decote levar-se com ele a liberdade de fiscalizar o poder legislativo.”

Nos bastidores, parlamentares comentam que a proposta mal foi apresentada e já vai ser enterrada diante a repercussão negativa. Já tem deputada que era inicialmente a favor de “conter os exageros”, que recuou.

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