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03/09/2015 12:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Quem era Aylan Kurdi, menino sírio que foi encontrado morto em uma praia na Turquia

Reprodução/Twitter

Seu nome era Aylan Kurdi. Aos três anos, o menino sírio foi encontrado morto em uma praia na Turquia nesta quarta-feira (2).

Além de Aylan, sua mãe, Rehan, 35, e seu irmão Galip, de cinco anos, também morreram na travessia. Segundo relato do jornal Telegraph, os três estão entre as 12 vítimas que morreram após um acidente com um barco, que os levaria até a ilha grega de Kos.

O único sobrevivente da família foi o pai dos meninos, Abdullah. Ele foi resgatado pela guarda costeira da Grécia horas depois do acidente.

De acordo com a agência Dogan, autoridades turcas prenderam nesta quinta quatro pessoas suspeitas de tráfico humano, que estariam envolvidas na morte de Aylan.

Segundo a BBC, o pai dos meninos foi sequestrado e torturado quando o Estado Islâmico sitiou a cidade natal da família, na área rural de Kobaini, na Síria. Eles, então, se mudaram para a Turquia.

O objetivo da família não era ficar na Europa. Eles tentavam chegar ao Canadá, onde vive a irmã de Abdullah.

O pedido de asilo dos quatro, no entanto, havia sido negado por autoridades do país, segundo a BBC.

Teema, irmã de Abdullah, contou que mandava dinheiro para a família, mas que ainda assim eles não conseguiram sair legalmente da Turquia.

O governo turco costuma negar vistos de saída para os refugiados que não têm documentos (o que é o caso da maioria). "Por isso eles entraram naquele barco", contou ela ao National Post.

Ela vive no Canadá há mais de 20 anos e trabalha como cabeleireira em Vancouver, segundo a NBC.

De acordo com o Independent, Teema tentou, com a ajuda de vizinhos e parentes, "patrocinar" a família que ainda estava na Síria.

A ajuda financeira, segundo o jornal, possibilitaria que eles obtivessem uma modalidade de visto denominada G5, quando pelo menos cinco cidadãos canadenses são responsáveis pelo apoio emocional e financeiro dos refugiados.

No entanto, são candidatos ao G5 apenas refugiados reconhecidos formalmente pela ONU ou por um outro país.

O ministro da Imigração e Cidadania do Canadá, Chris Alexander, cancelou sua agenda nesta quinta-feira (3) para investigar o motivo de o pedido de refúgio da família ter sido negado em junho e para participar de reuniões que devem "atualizá-lo" sobre a crise dos refugiados, segundo o Ottawa Citizen.

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