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02/09/2015 20:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

SELIC: Copom decide manter taxa básica de juros em 14,25% ao ano, após 7 altas consecutivas

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Após sete aumentos seguidos da Selic, o Banco Central decidiu nesta quarta-feira (2) manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano.

A decisão já era esperada pelo mercado, uma vez que a taxa sofreu seguidos aumentos desde outubro do ano passado, na tentativa do Copom (Comitê da Política Monetária) de controlar o crédito e o consumo -- e, consequentemente, a inflação.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação, acumula alta de 9,56% nos últimos 12 anos terminados em julho. Este é o maior resultado desde novembro de 2003, quando ficou em 11,02%, e está bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 6,5%.

A taxa Selic entra como o principal instrumento do BC para manter a inflação, pois encarece os juros, freia o consumo e estimula a poupança.

Na opinião do economista e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, o Copom deve manter a taxa pelo menos até o fim deste ano, "quando terá início um processo de redução da taxa de juros."

"O fim do ciclo de alta e a consequente manutenção no patamar atual permitirá a correção de um dos desequilíbrios macroeconômicos, que é a inflação, apesar dos efeitos colaterais adversos, como a recessão e o desemprego."

Segundo o economista, apesar de um possível alívio na inflação, a economia brasileira ainda terá desafios nos próximos meses, como o aumento do desemprego, a queda nas exportações, ocasionada pela queda da demanda mundial, o desequilíbrio das contas públicas e a provável elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, que tende a valorizar ainda mais o dólar e absorver a liquidez internacional.

Crédito na ponta do lápis

Com a manutenção da Selic, os juros ao consumidor se mantém em 126,61% ao ano, de acordo com as projeções da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Na ponta do lápis, um consumidor que utiliza R$ 3.000 por mês no cartão de crédito pagará ao final do ano R$ 390,90 apenas de juros. Já um empréstimo pessoal de R$ 5.000, a uma taxa mensal de 4,13%, o consumidor vai pagar, no total, R$ 6.441,45.

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