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01/09/2015 01:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Sem CPMF, governo quer ajuda para aumentar arrecadação e reduzir rombo em 2016

CHICO PEIXOTO/LEIAJÁIMAGENS/ESTADÃO CONTEÚDO

Com um rombo anunciado de R$ 30,5 bilhões no orçamento, o Planalto aposta no diálogo com a sociedade e o Congresso para resolver o que fazer com o déficit nas contas do próximo ano. A responsabilidade de fazer os ajustes, entregue ao Congresso, começa a ser discutida nesta terça-feira (1º) pelos parlamentares.

Convidado para discutir com os deputados o aumento no percentual mínimo a ser investido na saúde, o ministro Arthur Chioro, defensor da volta da CPMF para financiar o setor, deve ser um dos alvos das queixas dos deputados.

O novo tributo foi uma alternativa do governo para salvar as contas do vermelho anunciada por Chioro na semana passada. A proposta, porém, teve repercussão bastante negativa.

Com a CPMF na berlinda, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou na segunda-feira (31) que o governo ainda quer “investir” no diálogo com o Congresso para aumentar a arrecadação.

A presidente Dilma Rousseff deu o primeiro passo nas tratativas com o Congresso e se reuniu com líderes da base aliada da Câmara para pedir ajuda na missão de aumentar a receita do governo. À Folha de S.Paulo, o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), disse que ela está disposta a ir pessoalmente ao Congresso.

Embora o governo fale em diálogo, boa parte dos parlamentares entendeu que o governo passou a responsabilidade para frente.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) considerou que foi “cinismo” do governo enviar ao Congresso Nacional uma peça orçamentária que prevê déficit e deixar para os parlamentares o trabalho de fazer cortes que deveriam ter sido apontados pelo próprio governo:

“Eu acho que o governo está desorientado, quebrado e cínico. Desorientado, porque não sabe o que fazer; quebrado, porque não tem dinheiro, e cínico, porque jogou para nós o problema. Eu não vejo como nós vamos poder trabalhar para pôr ordem nisso e depois a presidente dizer que fomos nós que fizemos os cortes dos gastos que ela autorizou.”

Ainda mais duro nas críticas, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) acusou a presidenta Dilma Rousseff de ter “quebrado o País” para ganhar as eleições do ano passado.

Para ele, agora, a solução para o problema terá que sair do governo e das atribuições constitucionais que são exclusivas da presidente da República. “Ajuste fiscal não se faz em bilhões, se faz em centavos”, disse.

(Com Agência Brasil)

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