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31/08/2015 12:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Michel Temer promete que não haverá aumento e volta de impostos para vencer crise

NELSON ANTOINE/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta segunda-feira (31) não ver no cenário próximo espaço para aumento na carga tributária. "Não vamos pensar numa carga tributária mais elevada, ninguém quer isso, ninguém suporta isso", disse em evento promovido pela revista Exame, com plateia ligada ao setor empresarial, da qual recebeu aplausos.

"Vou levar esse aplauso para o [Joaquim] Levy e para o ministro Nelson Barbosa", brincou, numa referência aos ministros da Fazenda e Planejamento.

Temer também disse crer que o governo e o Congresso Nacional caminham para um consenso de que o ajuste nas contas públicas deve passar por um corte de gastos e não por um aumento de receita, com alta na carga tributária. "Creio que a grande maioria vai optar pelo corte das despesas da máquina estatal. Se todos se convencerem disso, acho que haverá meios e modos."

Temer disse que anteriormente havia a ideia de "rachar o prejuízo", com corte de despesas e com alta de impostos, mas que isso tem mudado. "A primeira ideia é essa [ficar com o corte de gastos], tanto que se abandonou a ideia da [volta da] CPMF."

O vice-presidente admitiu que o governo ainda não tem uma receita para conduzir esse ajuste apenas com o corte de gastos. "Como construir isso, confesso que nem eu nem o governo temos uma estratégia determinada. Mas tenho convicção de que sairemos dessa crise muito melhor do que entramos", afirmou.

Ele admitiu reiteradas vezes nesta manhã, contudo, que a crise econômica e política são graves e que o governo tem uma base "muito instável" no Congresso Nacional.

O vice disse que não "é bom" ter de apresentar uma proposta orçamentária com déficit para o ano que vem, pois isso aumenta o risco de o Brasil perder o grau de investimento — o que, destacou, seria "péssimo para o País".

Recentemente, Temer deixou o "varejo" da articulação política, afastando-se da negociação de cargos de segundo escalão e emendas.

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