ENTRETENIMENTO
31/08/2015 18:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

9 mulheres fundamentais para o cinema brasileiro

O filme Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, ganhou o prêmio principal da mostra Panorama do Festival de Berlim e um prêmio de atuação dividido pelas protagonistas Regina Casé e Camila Márdila em Sundance.

A despeito disso tudo, os cineastas Cláudio Assis e Lírio Ferreira não tiveram problemas em estragar um debate sobre o filme que ocorreu no Recife, neste sábado (29), com intervenções machistas. Anna Muylaert respondeu:

"Quando viram uma mulher em evidência, precisaram atrapalhar o momento. O machismo é um tema levantado recorrentemente em todos os lugares que frequento. Em países da Europa, em várias cidades do Brasil que tenho visitado, o assunto sempre vem à tona. As mulheres não aguentam mais. Estamos todas por um fio."

A verdade é que não importa quantos episódios de machismo contra cineastas aconteçam: elas fazem acontecer.

Na galeria abaixo, você pode conhecer algumas dessas cineastas sem as quais o cinema brasileiro não seria o mesmo.

  • Anna Muylaert
    Anna Muylaert
    Clayton Chase/Getty Images
    Muylaert tem vasto currículo como roteirista: ela já trabalhou em séries clássicas da TV brasileira, como Mundo da Lua e Castelo-Rá-Tim-Bum, e em filmes como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2011). Como diretora, ela estreou com o premiado Durval Discos (2002). Também foi elogiada por É Proibido Fumar (2009) e, em 2015, foi premiada na mostra Panorama, do Festival de Berlim, por Que Horas Ela Volta?
  • Laís Bodanzky
    Laís Bodanzky
    Pascal Le Segretain/Getty Images
    Fez grande sucesso em 2001, quando Bicho de Sete Cabeças, primeiro longa de ficção dirigido por Bodanzky, foi elogiado pela crítica e exibido em vários festivais. Por este filme, ela ganhou o prêmio de melhor direção da Academia Brasileira de Cinema. As Melhoras Coisas do Mundo (2010) e Chega de Saudade (2007) também são trabalhos da diretora.
  • Tata Amaral
    Tata Amaral
    Reprodução
    Dirigiu o Antônia: o Filme (2006). Pelo longa Hoje (2011), conseguiu destaque por dirigir a atriz Denise Fraga, frequente em comédias, em um drama sobre torturas na ditadura militar. Hoje rendeu à diretora o prêmio de melhor filme Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Trago Comigo (2013) é outro trabalho de Amaral.
  • Juliana Rojas
    Juliana Rojas
    Reprodução
    Um dos talentos em ascensão do cinema nacional. Em parceria com Marco Dutra, dirigiu o longa Trabalhar Cansa (2011) – selecionado para a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes – e o curta Um Ramo, também exibido em Cannes. Em 2014, dirigiu solo o musical Sinfonia da Necrópole.
  • Lina Chamie
    Lina Chamie
    Reprodução
    Seu celebrado filme A Via Láctea (2007) foi exibido em Cannes. Neste ano, seus documentários Futebol É Pai e São Silvestre (2013) ganharam prêmios. O primeiro recebeu menção honrosa no Festival de Esportes FICTS-Worldwilde Final Challenge Kazan; o segundo ganhou o prêmio de melhor documentário da Associação Paulista de Críticos de Arte.
  • Lúcia Murat
    Lúcia Murat
    Reprodução
    Militou contra a ditadura militar, regime que torturou a cineasta. Sua experiência se reflete no cinema: no antológico Que Bom Te Ver Viva (1989) – que deu à diretora o prêmio de melhor filme no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – e em Quase Dois Irmãos (2004), por exemplo. É conhecida também por Brava Gente Brasileira (2000).
  • Petra Costa
    Petra Costa
    Reprodução
    Elogiada pela crítica mundial pelo documentário Elena (2012), exibido em diversos festivais, que narra a trajetória da própria diretora em busca de compreender a morte de sua irmã. Ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria de documentário.
  • Kátia Lund
    Kátia Lund
    Reprodução
    Aclamada por dirigir com Fernando Meirelles o icônico Cidade de Deus (2002). Também dirigiu episódios da série Cidade dos Homens e Brava Gente. Por um dos episódios desta última, foi premiada no Festival de Berlim em 2002.
  • Carla Camurati
    Carla Camurati
    Reprodução
    Dirigiu Carlota Joaquina: Princesa do Brazil (1995), grande sucesso de bilheteria responsável por alavancar o cinema nacional na década. Dirigiu também Irma Vap: O Retorno (2006) e Copacabana (2001). Além de ser diretora, Camurati é atriz: já trabalhou na série Você Decide e no curta O Ovo (2013).

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