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30/08/2015 19:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Um dos principais comandantes do Boko Haram é detido na Nigéria

STRINGER via Getty Images
Nigerian soldiers shoot into the air during a ceremony to mark the release of suspected detainees cleared of being members of Boko Haram Islamists in Maiduguri, Borno State on July 6, 2015. ? The Nigerian Army released 182 detainees recently cleared of any association with the Boko Haram insurgents. The army chief, Lt. General Kenneth Minimah said the detainees were arrested few months back in Borno and other parts of the country, but the military decided to release them after they had been cleared by an investigation panel. The detainees include 100 men, 24 women,18 teenagers and 40 children. AFP PHOTO/STRINGER (Photo credit should read STRINGER/AFP/Getty Images)

O Serviço de Informações nigeriano anunciou neste domingo (30) a detenção de integrantes do Boko Haram, entre eles um dos principais comandantes do grupo radical islâmico, que estariam ligados a vários atentados suicidas no país.

O Departamento de Segurança (DSS) do Estado informou, em comunicado, que deteve, entre julho e agosto, Usman Shuiabu, conhecido como Money, e outros destacados integrantes do grupo fundamentalista, nos estados de Lagos, Kano, Plateau, Enugu e Gombe.

Segundo o DSS, foram detidos em 8 de julho de 2015, no estado de Gombe (Nordeste), responsáveis pela coordenação e execução dos atentados suicidas de Potiskum, Kano, Zaria e Jos.

“Shuaibu confessou ser o líder de um grupo de nove membros da organização, enviados da floresta de Sambisa para fazer ataques. Ele disse que quatro dos nove foram utilizados como suicidas para cometer atentados”, acrescenta o comunicado.

O DSS afirma que a detenção de Shuaibu e dos outros membros do grupo permite conter os ataques do grupo nigeriano.

Nas últimas semanas, os islamitas fizeram ataques ao longo das fronteiras da Nigéria, dos Camarões e do Chade, entre eles atentados suicidas.

A violência do Boko Haram – que pretende instaurar um Estado Islâmico no Norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano, ao contrário do Sul, de maioria cristã – e a repressão governamental deixaram mais de 15 mil mortos e 1,5 milhões de deslocados desde 2009.

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