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26/08/2015 21:04 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Comissão do Senado aprova nome de Rodrigo Janot para a Procuradoria-Geral da República

ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

O nome de Rodrigo Janot para procurador-geral da República foi aprovado na noite desta quarta-feira (26) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. A decisão dos senadores veio após mais de dez horas de sabatina.

O placar foi de 26 votos favoráveis e apenas um contra. Foram computados apenas os votos dos senadores titulares. Ou seja, os senadores suplentes como Fernando Collor (PTB-AL) não estão entre esses.

Para que Janot seja reconduzido ao cargo, a indicação ainda precisa ser aprovada no plenário do Senado, o que pode acontecer ainda nesta quarta-feira. Ele precisará de pelo menos 41 votos favoráveis dos 81 parlamentares da Casa. O procurador foi indicado por Dilma Rousseff para permanecer no cargo por mais dois anos.

Durante a sabatina, o senador Fernando Collor, um dos investigados na Operação Lava Jato, atacou o procurador, acusando-o de vazar informações sigilosas e de ter contratado uma empresa de comunicação sem licitação.

Collor chegou a sussurrar xingamentos ao chefe do Ministério Público Federal. Segundo relatos de dois senadores e integrantes da equipe de Janot à reportagem, o ex-presidente chamou o procurador-geral de "filho da p..." e "calhorda”.

Mesmo diante das provocações, nas respostas a Collor, Janot se manteve firme e deu respostas técnicas à bateria de questionamentos sobre a sua gestão e comportamentos. Ele ainda aproveitou para dar uma indireta ao ex-presidente, que saiu do cargo após processo de impeachment: "Não há futuro viável se condescendermos com a corrupção". E finalizou dizendo que todos são iguais perante a lei.

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