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11/08/2015 22:44 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Presidente e ex-presidente da CBF estão na mira de Romário e da CPI do Futebol

Senado Federal/Flickr
Sala de comissões do Senado durante Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) que faz reunião deliberativa com 4 itens na pauta.À mesa, presidente da CE, senador Romário (PSB-RJ).Foto: Pedro França/Agência Senado

Após aprovar o cronograma de trabalho, a CPI do Futebol - presidida pelo senador Romário (PSB-RJ) - decidiu nesta terça-feira começar a colher, já na próxima semana, os primeiros depoimentos do colegiado. Serão chamados a participar da reunião os presidentes de oito federações estaduais. Em outubro, será vez de Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, prestarem depoimento.

Na semana passada, um requerimento para que todos os 27 presidentes das federações regionais viessem à comissão havia sido aprovado. Como não haveria tempo para ouvir todos eles em uma única audiência, o relator da CPI, senador Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu que o colegiado começasse com os depoimentos dos representantes das maiores entidades.

Segundo o senador, a próxima rodada de depoimentos deverá ser de presidentes de grandes clubes do País - como Eurico Miranda, do Vasco, e Eduardo Bandeira Mello, do Flamengo. Estes requerimentos, porém, ainda não foram aprovadas pela comissão.

Em outra frente, a CPI aprovou um requerimento para solicitar informações à Procuradoria-Geral dos Estados Unidos relativas às investigações do escândalo de corrupção na Fifa, que levou à prisão sete dirigentes da entidade em maio, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

Em novembro ainda serão chamados Dunga, técnico da seleção brasileira, e o coordenador Gilmar Rinaldi para as oitivas. Pelé, Zico, Carlos Alberto Parreira e Felipão também serão convocados pela CPI.

Marin

Advogados de José Maria Marin, preso na Suíça desde 27 de maio, vão pedir a transferência do dirigente para o Brasil. Argumentam que Marin poderia responder no País aos questionamentos da Justiça norte-americana e até quitar eventuais dívidas com o fisco dos Estados Unidos. Alegam que não há provas contra Marin na investigação de corrupção da Fifa.

O dirigente apresentou nesta terça-feira a sua defesa à Justiça da Suíça. Se for derrotado, Marin vai se entregar aos Estados Unidos.

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