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02/08/2015 19:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

6 documentários de esportes na Netflix feitos para quem odeia esportes

Já ouviu falar num atleta que tivesse entrado para disputar uma partida sob o efeito de LSD?

E sobre uma espécie de Clube da Luta real de periferia?

Independentemente do seu apreço por modalidades esportivas, pelo Neymar ou seu desespero quando o assunto é esportes, a Netflix caprichou na escolha de alguns documentários.

Duvida? Então dá uma olhadinha nessas opções aqui embaixo:

No No: A Dockmentary (2014)

É possível jogar uma partida de baseball sob o efeito de LSD? Dock Ellis, controverso atleta negro que fez história com a camisa do Pittsburgh Pirates, jura que sim. O filme discute a sociedade americana dos anos 1960 e 1970, o consumo de drogas e abusa das ricas cenas de arquivo e da personalidade única de Dock. Tudo embaladinho com a trilha sonora de Adam Horovitz, o Ad-Rock dos Beastie Boys.

Dawg Fight (2015)

DAWG FIGHT trailer from rakontur on Vimeo.

E se eu dissesse para você que aquela coisa de Clube da Luta é bem mais que um puta filme que nasceu da união entre o excelente livro de Chuck Palahniuk e da habilidade de David Fincher com a câmera na mão?

Nos subúrbios de Miami, mais precisamente no periférico West Perrine, uma porção de caras se reúne para lutar sem luvas ou equipamentos de proteção em troca de pouquíssimos dólares num quintal qualquer. Ex-detentos, ex-boxeadores desempregados, viciados e toda sorte de esquecidos pelo sonho americano saem na mão para sobreviver.

Se o cotidiano dos lutadores é complicado, o diretor Billy Corben também não teve moleza para fazer a produção sair do papel. Foram seis longos anos do início das filmagens até o projeto ir ao ar. “As três razões mais comuns para que a rejeição Dawg Fight eram que achavam muito urbano, muito violento e muito real”, disse o diretor. Fica a dica.

Hoop Dreams (1994)

Média de 8.3 no IMDB e 98% de excelência no Rotten Tomatoes, as duas principais (e maiores) plataformas de informações sobre cinema. Ainda assim, vale explicar rapidamente do que se trata essa peça de arte.

Originalmente desenvolvido para com um especial para a PBS, a TV pública americana, Hoop Dreams se tornou bem mais que isso. Vencedor do Melhor Documentário por escolha popular em Sundance, em 1994, o filme acompanha a trajetória de William Gates e Arthur Agee, dois garotos negros do subúrbio de Chicago que sonham em chegar à NBA.

A coisa, claro, vai bem mais longe do que isso. O basquete vira apenas o pano de fundo para discutir racismo, pobreza, educação pública e abandono numa das mais potentes cidades do planeta.

Maradona por Kusturica (2008)

I.Movies :: Maradona by Kusturica from I.Sat on Vimeo.

Poucos atletas têm uma vida tão roteirizada para o cinema quanto o argentino Diego Armando Maradona. Genial com a bola nos pés e um diabo fora de campo. O vício em cocaína, as dificuldades em não se meter em polêmicas, o gol de mão que tirou a Inglaterra da Copa de 1986, gols fantásticos e tremendas bola fora, dentro e fora do gramado.

Para tentar dar um corpo para uma alma tão ímpar, o diretor sérvio Emir Kusturica foi atrás de amigos e admiradores – de Fidel Castro a Manu Chao – e também acompanhou o Pibe em viagens pela Argentina e pela Itália. Para fechar, trilha sonora roqueira e altas doses de humor e sarcasmo.

Encarando Ali (2009)

O diretor Pete McCommack decidiu tentar uma nova abordagem para contar o reinado no ringue de um dos maiores pugilistas da história. Ao invés do falastrão Muhammad Ali recontar seus feitos, McCommack escala os oponentes do mais poderoso lutador do século 20. George Forman, Joe Frazier, Larry Holmes, Leon Spinks e outros contam como foi subir no ringue contra Ali.

Vitórias, títulos, derrotas, rivalidade e política – talvez a grande paixão de Ali – são contadas de maneira direta e reta pelos ex-atletas. Da recusa de Ali a integrar às tropas que combatiam no Vietnã à participação na (estranha) Nação do Islã, dá para ser feliz encararam Ali por uma hora e quarenta de filme.

Tyson (2008)

“A primeira pergunta que faço é: quem sou eu?”. Praticamente uma sessão aberta de terapia do lutador mais importante da década de 1990. Mike Tyson conta sua história e entra sem dó nos conflitos de infância – o medo de sofrer humiliações nas ruas do Brooklin – e nos desastres da maturidade.

Nada fica para trás. Problemas com a Justiça, com as drogas, a prisão e o casamento falido são contados de maneira franca. A carreira gloriosa, o dinheiro e a aqueles seis anos em que Tyson era imbatível ficam em segundo plano. A câmera, e você, são os convidados para o divã.