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30/07/2015 19:41 -03 | Atualizado 07/01/2020 11:52 -03

Nossa melancia não tem absolutamente nada a ver com a de antigamente

Christies/iStock

Se as melancias que temos hoje fossem como nos velhos tempos, o churrasco da Bela Gil seria bem mirradinho.

Como é possível verificar nesta pintura de Giovanni Stanchi, no século 17 havia uma variedade muito menos carnuda e bem mais clarinha da fruta.

O professor de horticultura James Nienhuis diz utilizar a pintura para ilustrar suas aulas de melhoramento de plantas na University of Winsconsin. ”É muito divertido ir a museus e observar estas naturezas-mortas, ver como nossos vegetais eram há 500 anos”, disse Nienhuis ao Vox.

“Em muitos casos, é nossa única chance de entrar em contato com o passado, já que não há como preservar os vegetais por centenas de anos”.

Acredita-se-se que a melancia veio da África. A espécie foi levada para o Oriente Médio e, de lá, se espalhou pelos mercados Europeus a partir de 1600.

Segundo Nienhuis, é provável que as melancias, embora fossem mais branquinhas e secas, já fossem doces nesta época. Isso porque era costume fermentá-las para fazer vinho, e isso demanda uma boa quantidade de açúcar.

Por que elas eram tão diferentes?

A transformação da melancia é resultado de séculos e séculos de seleção artificial. Só as sementes dos exemplares maiores, mais carnudos e ricos em licopeno ― substância que confere a cor vermelha à fruta ― foram sendo plantadas pelos agricultores.

Assim, diferentes tipos da fruta foram sendo cruzados e aprimorados, e as melancias foram ficando cada vez mais vermelhas, mais suculentas e maiores.

Agora, a tendência é que a quantidade de sementes vá diminuindo bastante, diz Nienhuis. Pelo menos, teremos fotografias para saber como eram as melancias do passado. 😉

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