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28/07/2015 14:52 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Standard & Poor's vê cenário desafiador e revisa perspectiva de nota do Brasil para 'negativa'

SÃO PAULO (Reuters) - A agência de classificação de risco Standard & Poor's revisou para "negativa" a perspectiva de crédito soberano do Brasil nesta terça-feira, ante "estável", mantendo a

ASSOCIATED PRESS
Brazil's President Dilma Rousseff cries during a speech at the launching ceremony of the National Truth Commission Report, at the Planalto Presidential Palace, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Dec. 10, 2014. Brazil's National Truth Commission delivered a damning report on the killings, disappearances and acts of torture committed by government agents during the country's 1964-1985 military dictatorship. It called for those responsible to face prosecution. (AP Photo/Eraldo Peres)

A agência de classificação de risco Standard & Poor's revisou para "negativa" a perspectiva de crédito soberano do Brasil nesta terça-feira, ante "estável", mantendo a classificação em moeda estrangeira em "BBB-".

A revisão, segundo nota explicando a decisão, reflete probabilidade maior que uma em três de que a correção de política em curso enfrentará mais deslizes "dada a dinâmica política fluida e que o retorno a uma trajetória de crescimento mais firme demorará mais do que o esperado".

A S&P também manteve o rating do Brasil em moeda local em "BBB+".

A agência citou que a série de investigações de corrupção entre certas empresas e políticos pesa cada vez mais sobre os cenários econômico e fiscal brasileiros.

Mencionou ainda que o país enfrenta circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras "apesar do que consideramos ser uma correção de política significativa durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff".

"Apesar das mudanças generalizadas de política em andamento, que continuamos a acreditar que tem o apoio da presidente, os riscos de execução aumentaram. Na nossa visão, esses riscos derivam tanto do front econômico quanto político", afirmou a S&P em nota.

Dólar dispara

O dólar ampliou a alta a 2 por cento e chegou a bater 3,43 reais na máxima do dia após a agência de classificação de risco Standard & Poor's piorar a perspectiva do Brasil para "negativa".

Às 13h34, o dólar avançava 1,80 por cento, a 3,4250 reais na venda. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana atingiu 3,4353 reais, com alta de 2 por cento. Nas últimas quatro sessões, o dólar acumulou valorização de 6 por cento.

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