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28/07/2015 08:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Polícia Federal cumpre 30 mandados em cinco cidades na 16ª fase da Operação Lava Jato

Montagem/Estadão Conteúdo

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a 16ª fase da Operação Lava Jato. Os agentes estão cumprindo 30 mandados judiciais em cinco cidades – Brasília, Rio de Janeiro, Niterói (RJ), São Paulo e Barueri (SP) –, sendo dois de prisão temporária.

Batizada de Radioatividade, a ação da PF ainda vai cumprir 23 mandados de busca e cinco de condução coercitiva. De acordo com comunicado da corporação, “foco das investigações são contratos firmados por empresas já mencionadas” na Lava Jato.

De acordo com o G1, os acordos são ligados à Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, cujo controle acionário é da União. Há suspeitas de formação de cartel e prévio ajustamento de licitação das obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio.

“Dentre outros fatos investigados, são objeto de apuração nesta fase, a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações, e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal”, completa a nota da PF.

Segundo informações da GloboNews, um dos mandados de prisão temporária é para o presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pereira da Silva. Ele já foi detido pelos agentes da PF.

A polícia não identificou quais empresas estariam envolvidas nas supostas irregularidades. No entanto, na semana passada, o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, disse em delação premiada no âmbito da Lava Jato que empreiteiras, incluindo sua empresa e a Odebrecht, realizaram reuniões para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras em agosto de 2014, quando as investigações já estavam em andamento e eram públicas.

Todos os detidos nesta terça-feira serão levados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. Às 10h, os promotores da Lava Jato darão uma entrevista coletiva na capital paranaense, para falar sobre a nova fase.

A Lava Jato investiga um dos maiores esquemas de corrupção no Brasil, envolvendo inicialmente a Petrobras, empreiteiras e políticos, com pagamento de bilhões de dólares em propina.

(Com Reuters)

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