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23/07/2015 22:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Oposição aproveita recesso para inflar impeachment enquanto governo se defende

Montagem/Senado/Estadão Conteúdo

O governo apostou no recesso parlamentar para arrefecer o ânimo dos políticos insatisfeitos com o Executivo, mas até agora o clima não esfriou. Parlamentares da oposição estão aproveitando o período para inflamar o protesto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff marcado para o próximo dia 16.

No Facebook, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), fez uma convocatória.

Amigos, dia 16 de agosto, vamos voltar às ruas de todo o País não mais para protestar e exigir mudanças. Agora vamos...

Posted by Carlos Sampaio on Quinta, 23 de julho de 2015

Líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) também tem se esforçado para pedir a atenção da população contra a presidente. Para ele, deveriam ser convocadas novas eleições.

O Movimento Brasil Livre, um dos articuladores do protesto, espera que o ato marque um novo capítulo na história do País. “Será o dia nacional dos que voltaram a sonhar e querem manter País vivo”, diz trecho do vídeo de apresentação da manifestação.

Agora na oposição, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também promete dificultar a vida da mandatária. Ele já anunciou que começará o segundo semestre com uma resposta aos 12 pedidos de impeachment protocolados na Casa e a análise política das “pedaladas fiscais”.

Por outro lado, o governo aproveita o período para se armar contra qualquer possibilidade que possa por o cargo de Dilma em risco. Nesta semana, a presidente montou uma tropa de advogados para defende-la da ofensiva do PSDB em anular as eleições. De acordo com a Folha de S.Paulo, o grupo também vai fazer um pente fino em busca de irregularidades nas contas do senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado em 2014.

A presidente também mudará a postura. A estratégia é fazer o enfrentamento público. Dilma apostará mais em participação em programas de televisão e viajará pelo País.