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23/07/2015 14:18 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Com alta de 44,9%, desemprego no Brasil chega à maior taxa para junho desde 2010

Shutterstock / Michal Kowalski

A população desocupada (brasileiros que procuram emprego e ainda não encontraram) em junho deste ano somou mais de 1,7 milhões de pessoas, de acordo com a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), medida pelo IBGE.

O número representa uma alta de 44,9%, ou mais 522 mil pessoas desempregadas, em relação a junho do ano passado. De acordo com o IBGE, o avanço foi o maior da série da PME, iniciada em 2003 para este confronto. Entre a população ocupada, o índice teve queda de 1,3%, também a maior da série.

Segundo a pesquisa, a taxa de desocupação em junho ficou em 6,9%, maior para o mês desde 2010, quando o índice chegou a 7%. Em relação ao mês anterior, maio, a taxa de junho é 0,2 ponto percentual maior.

Entre junho de 2014 e deste ano, o comércio demitiu cerca de 95 mil pessoas, enquanto serviços dispensou 114 mil empregados. Na construção, a queda chegou a 88 mil postos, enquanto na indústria, mais de 20 mil trabalhadores perderam seus empregos.

Crescimento do desemprego é "sistemático"

Para a técnica Adriana Beringuy, da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, além das taxas de desemprego mais elevadas, elas estão assumindo uma tendência de crescimento. "Em 2015, o crescimento da desocupação tem sido sistemático", disse à Agência Estado.

"O crescimento da desocupação está sendo abastecido por aqueles que perderam emprego e passam a pressionar mercado, mas também pode estar sendo provocado por pessoas que antes não estavam procurando trabalho e agora passam a pressionar o mercado buscando emprego."

Regiões

No sexto mês de 2015, a taxa de desemprego cresceu em todas as regiões, com maior destaque em Salvador, onde a taxa subiu de 9% para 11,4% em um ano.

Na mesma base de comparação, São Paulo passou de 5,1% para 7,2%; Rio de Janeiro foi de 3,2% para 5,2%; Belo Horizonte, de 3,9% para 5,6%; Porto Alegre subiu de 3,7% para 5,8% e Recife foi de 6,2% para 8,8%.

(Com informações de Conteúdo Estadão)