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22/07/2015 19:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

STF proíbe Moro de julgar ação na qual Cunha é citado até que o juiz se explique

Montagem/Estadão Conteúdo

Após reclamação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) registrada no Supremo Tribunal Federal (STF), a Corte pediu explicações ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

O presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski quer que o juiz faça esclarecimentos sobre o processo, no qual o ex-consultor Julio Camargo afirma que Cunha recebeu US$ 5 milhões de propina. Só após prestar os esclarecimentos, ele poderá julgar a ação na qual Cunha é citado.

Lewandowski deu um prazo de 10 dias para o juiz responder, por meio eletrônico, a reclamação feita por Cunha de que Moro ultrapassou suas atribuições ao tentar investigar um deputado - algo que só pode ser feito pelo Supremo.

A intenção de Cunha é que o Supremo anule as eventuais provas produzidas contra ele pelas investigações de Moro. Na ação, a defesa do peemedebista alega que o juiz ao "realizar atos manifestamente investigatórios em face de agente público com prerrogativa de foro, usurpou de forma flagrante a competência desta Suprema Corte”.

Durante o depoimento, Camargo comprometeu-se a falar a verdade por ter assinado acordo de delação premiada. Após a divulgação do depoimento, Cunha voltou a negar que tenha recebido propina de Júlio Camargo.

(Com Agência Brasil)