NOTÍCIAS
21/07/2015 16:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Lava Jato: Brasil pede ajuda de Portugal nas investigações

Montagem/Estadão Conteúdo

A Procuradoria-Geral da República de Portugal confirmou nesta terça-feira (21) que foi acionada para colaborar com as investigações da Operação Lava Jato, conduzidas no Brasil pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em nota, o órgão português afirmou que recebeu das autoridades brasileiras um pedido de cooperação judiciária internacional por meio de carta rogatória.

"A Procuradoria-Geral da República remeteu este pedido, para execução ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). A carta rogatória encontra-se em segredo de justiça, pelo que o seu objeto e diligências realizadas ou a realizar não podem ser divulgados.”

Na mesma nota, a procuradoria informou que existem investigações em curso relacionadas com a Portugal Telecom, também em segredo de justiça.

"No âmbito destas investigações, e de outras que venham a revelar-se pertinentes, o Ministério Público não deixa de investigar todos os fatos com relevância criminal que cheguem ao seu conhecimento.”

Mais cedo nesta terça-feira (21), o jornal português Público informou que o Ministério Público de Portugal está investigando envolvimento de políticos brasileiros e portugueses, acionistas e executivos no negócio de venda de ações da Portugal Telecom na Vivo para a Telefónica em 2010.

De acordo com o jornal, o ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão, teria intervido para facilitar o negócio, “(Há) Suspeitas de benefícios financeiros, no valor de várias dezenas de milhões de euros, concedidos a governantes, accionistas e quadros de topo das operadoras podem estar na origem das averiguações”, diz o Público.

A operação teve como resultado o cruzamento de posições acionárias entre Oi e Portugal Telecom. Procuradas, Oi e Telefônica Brasil disseram que não comentariam o assunto.

A Portugal Telecom é a maior operadora de telecomunicações de Portugal e foi vendida em janeiro pela Oi ao grupo de mídia francês Altice. A operadora portuguesa foi afetada pelo colapso financeiro do Grupo Espírito Santo no ano passado, o que pôs fim à fusão da companhia com a Oi.

A holding Portugal Telecom SGPS, atualmente conhecida como Pharol, permaneceu com uma participação de 27,5% na Oi.

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, questionado na segunda-feira por jornalistas, disse que não participou de nenhuma forma de favorecimento ilícito de empresas brasileiras, nem foi pressionado para tal.

Eleições nos EUA
As últimas pesquisas, notícias e análises sobre a disputa presidencial em 2020, pela equipe do HuffPost