NOTÍCIAS
17/07/2015 12:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Novo vídeo mostra rebeldes ucranianos saqueando destroços do voo MH17

A publicação de um vídeo que mostra o saque promovido por rebeldes pró-Rússia dos pertences dos passageiros do voo MH17 da Malaysia Airlines abatido no leste da Ucrânia há um ano manchou nesta sexta-feira (17) a cerimônia de homenagem às vítimas na Austrália. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, classificou as imagens divulgadas pelo canal australiano News Corp como "nauseantes".

Para o primeiro-ministro Tony Abbott, as imagens mostram que o ocorrido foi "uma atrocidade e não um acidente", já que, apesar de os responsáveis não saberem que se tratava de um avião comercial, "deliberadamente dispararam" contra uma aeronave de grande porte.

No vídeo de 17 minutos, subalternos e comandantes dos separatistas conversam por telefone entre os destroços do avião e reviram os pertences das vítimas. Os rebeldes então reconhecem que a aeronave derrubada é civil e não militar. "Olhem, são estrangeiros. São malaios", diz um deles, conforme a transcrição publicada pelo Daily Telegraph. Para Bishop, as imagens mostradas na gravação, se forem autênticas, são "coerentes" com a hipótese de que o avião foi derrubado por um míssil dos separatistas.

As autoridades ucranianas e os rebeldes pró-Rússia trocam acusações sobre quem abateu o avião da Malaysia Airlines, mas os Estados Unidos e a Otan já informaram que o míssil que atingiu o avião partiu de um território controlado pelos separatistas e não por Kiev. Das 298 vítimas do voo MH17, 27 eram australianos e outros onze viviam no país.

"Devemos aos mortos que os culpados sejam levados à Justiça. Devemos também aos vivos que trabalham por um mundo mais justo e humano", disse o primeiro-ministro da Austrália em uma cerimônia de homenagem às vítimas no Parlamento do país. Antes, Abbott inaugurou uma placa com os nomes das 38 vítimas instalada sobre uma porção de terra recolhida pela polícia australiana no local do acidente.

A Austrália, junto à Holanda, Malásia, Bélgica e Ucrânia, pediu ao Conselho de Segurança da ONU a criação de um tribunal internacional para julgar os responsáveis pela queda do MH17, que fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur. Bishop espera que a Rússia não use seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para impedir as investigações.