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17/07/2015 20:57 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

#CunhaNaCadeia bomba no Twitter com Eduardo Cunha na TV comemorando 'avanços' da Câmara

Montagem/Reprodução

No dia em que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), formalizou ruptura com o governo Dilma Rousseff, o seu pronunciamento em TV e rádio era esperado tanto por seus defensores quanto pela turma do "Fora, Cunha". Teve panelaço em algumas localidades de São Paulo, Recife e Rio de Janeiro, mas o protesto maior foi pelo Twitter.

A hashtag #CunhaNaCadeia foi primeiro lugar dos trending topics durante seus cinco minutos de exposição nacional.

Boa parte das queixas era dos descontentes com a atuação de Cunha na presidência da Câmara durante o primeiro semestre deste ano.

Porém, muitos tweets reclamaram da postura do parlamentar diante das câmeras — com pouca espontaneidade e claramente lendo um teleprompter:

A ex-candidata à Presidência da República, Luciana Genro (PSol), fez questão de dar seu veto às ações de Cunha:

E o panelaço rolou, ainda que disperso:

ÔÔÔ, o Cunha é Ditador! O Cunha é Ditador! O Cunha é Ditador, ôôôô!!!!

Posted by Laura Capriglione on Friday, 17 July 2015

Pronunciamento

Eduardo Cunha comemorou os "avanços" da Câmara ao longo dos primeiros meses de sua gestão. Ele disse que a "Câmara está mais conectada" com as demandas da sociedade.

"[Estamos dando] respostas mais rápidas para problemas urgentes, que a população não aguenta mais esperar", exaltou.

Entre as "conquistas", Cunha destacou a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, conseguida com ampla maioria, com 323 votos, e a aprovação da lei que torna crime hediondo o assassinato de policiais e parentes.

O peemedebista também sublinhou mudanças nos direitos trabalhistas, como a regulamentação da MP das Domésticas.

Segundo a peça de propaganda, a aprovação de matérias na Câmara cresceu 270% — sem menção ao período desse crescimento. "Nunca a Câmara trabalhou tanto como agora", disse.

Sempre confrontando o Palácio do Planalto, Cunha surpreendeu pelo tom mais ameno, batendo pouco.

Tratou da crise econômica do Brasil, disse que o governo está fazendo ajuste fiscal e "a Câmara avalia com critério" as propostas.