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16/07/2015 11:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Mais de 9.000 policiais mexicanos procuram 'El Chapo' em hotéis, hospitais e até funerárias

Montagem/AP Photo/Reuters

A polícia mexicana rastreia hotéis, hospitais e até funerárias em sua caçada ao narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán, ao mesmo tempo em que reforça as operações na fronteira com a Guatemala, informaram as autoridades nesta quarta-feira (15).

O Ministério do Interior informou que foram instalados 101 postos de controle nas principais estradas de 21 dos 31 estados e da capital desde que o líder do cartel de Sinaloa escapou no sábado (11) da prisão de segurança máxima de El Altiplano, no centro do país. Todos os aeroportos também estão em alerta "para a análise de todos os voos privados e rigorosa revisão de passageiros", acrescentou, em nota, o Ministério.

A busca em funerárias é justificada pela polícia por suspeita de que o traficante possa se esconder um caixão para conseguir deixar o país. O cartel de Sinaloa também controla funerárias de fachada para lavar dinheiro e traficar drogas para Honduras. Mais de 100.000 folhetos com fotografias recentes de Guzmán, de 58 anos, estão sendo distribuídos.

Mais de 1.200 policiais federais foram mobilizados em unidades especiais de busca nos arredores de El Altiplano, situado 90 km a oeste da capital. Cerca de 8.200 policiais federais também estão em alerta máximo em todo o país para colaborar na caça de "El Chapo", um dos narcotraficantes mais poderosos do mundo.

Guzmán foi capturado na Guatemala em 1993, mas escapou de outra prisão de segurança máxima no oeste do México em 2001. Ele foi recapturado em fevereiro de 2014, mas conseguiu fugir mais uma vez no sábado através de um túnel de 1,5 quilômetro de comprimento escavado a partir de sua cela, o que provou uma grande humilhação para o governo de Enrique Peña Nieto, que faz do combate ao narcotráfico uma de suas bandeiras.

O embaixador dos Estados Unidos no México, Anthony Wayne, disse que diversas agências de seu país "estão prontas para colaborar e trocar informação com autoridades mexicanas" para recapturar "El Chapo", que também tem acusações penais pendentes nos Estados Unidos.

A agência federal antinarcóticos dos EUA (DEA, na sigla em inglês) desempenhou um papel chave na detenção de Guzmán no ano passado, fornecendo informação de inteligência que ajudou os soldados da Marinha Armada mexicana a prendê-lo em um apartamento do balneário de Mazatlán.