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14/07/2015 10:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Nova etapa da Operação Lava Jato atinge residências de senadores Fernando Collor e Ciro Nogueira

ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

A nova etapa da Operação Lava Jato, que investiga esquema de lavagem de dinheiro na Petrobras e desdobramentos, chegou à intimidade do senador Fernando Collor (PTB-AL) nesta terça-feira (14). As casas dele em Brasília e em Maceió foram alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal, de acordo com a Folha de S. Paulo.

Essa ação batizada de Operação Politéia foi planejada a partir de seis processos abertos na Justiça, instalados após a obtenção de provas policiais.

A PF foi à sede da TV Gazeta, afiliada da TV Globo em Alagoas, que é propriedade de Collor. Buscas também foram feitas na Organização Arnon de Mello, que pertence à família dele, segundo o G1.

O doleiro Alberto Youssef, um dos delatores dos crimes envolvendo recursos da Petrobras, afirmou no início deste ano que entregou dinheiro para o senador diversas vezes.

O vídeo abaixo contém os principais trechos da delação premiada de Youssef em que ele menciona o nome do ex-presidente da República:

O executivo Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, também denunciou o pagamento de R$ 20 milhões a Collor de 2010 a 2012. Seria uma "comissão" por contrato que a UTC fechou com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras — que também recebeu diversos policiais federais hoje.

Outro figurão que aparece como alvo da PF é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), atualmente presidente nacional do PP, um dos partidos mais envolvidos com irregularidades na Lava Jato. Policiais federais também foram à residência dele.

Nogueira foi citado tanto por Ricardo Pessoa, como destinatário de "comissão" de R$ 2 milhões, quanto pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, personagem central e outro delator da corrupção na estatal.

Investigações

A Operação Politéia, que tem a partipação de 250 policiais federais, também alcançou sedes de empresas, órgãos públicos e escritórios de advocacia.

Os mandados foram autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a PF, "bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa" também foram apreendidos.

Além de lavagem de dinheiro e corrupção, são investigados crimes como fraude a licitação, evasão de divisas e organização criminosa.