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14/07/2015 09:08 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Histórico: Irã e potências mundiais fecham acordo nuclear

AP Photo

O Irã e o grupo de seis potências mundiais liderado pelos Estados Unidos chegaram a um acordo nesta terça-feira (14) sobre o programa nuclear iraniano. O acerto foi confirmado pela negociadora da União Europeia, Federica Mogherini. "As negociações acabaram. Nós temos um acordo", escreveu ela no Twitter. Na madrugada, diplomatas já haviam confirmado o acordo para diversos veículos de imprensa internacionais.

Sanções

O pacto encerra vinte meses de uma longa negociação que culminou em mais 18 dias de intensos debates em Viena (Áustria) - que incluíram duas prorrogações do prazo final para um acerto. Segundo o New York Times, o acordo vai limitar de forma significativa a capacidade nuclear do Irã em troca de derrubar as sanções internacionais que atingem profundamente a economia de Teerã. O diplomata ouvido pelo jornal declarou que todas as questões complicadas que estavam pendentes sobre o pacto foram resolvidas.

"Essa decisão pode abrir um novo capítulo nas relações internacionais. É um sinal de esperança para o mundo inteiro", disse Federica Mogherini, da UE. O iraniano Javad Zarif classificou o fim das negociações como um "momento histórico". "Estamos alcançando um acordo que não é perfeito, mas foi aquele que pudemos alcançar e é uma realização importante."

O presidente americano Barack Obama, que tratou o acordo como um dos grandes objetivos da política externa de seu governo, e o presidente iraniano Hassan Rouhani anunciaram que vão se pronunciar sobre o assunto nesta manhã. No Twitter, Rouhani já se adiantou e escreveu que o acordo mostra que o "compromisso construtivo funciona". "Com essa crise desnecessária resolvida, novos horizontes surgem com o foco em desafios compartilhados", disse o iraniano.

Israel

Antes mesmo do anúncio oficial, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu divulgou o comunicado classificando o acordo como "um erro histórico". Graças ao pacto, o "Irã receberá bilhões de dólares para abastecer sua máquina de terror, sua agressão e sua expansão no Oriente Médio e no mundo", acusou Netanyahu.