COMPORTAMENTO
14/07/2015 10:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Os 8 momentos 'adultos' dos filmes da Pixar que fizeram você chorar

“Divertida Mente”, o último sucesso de crítica da Pixar, fez todo mundo soluçar desde que entrou em cartaz, no mês passado. Dirigido por Pete Docter, o filme recebeu críticas excelentes e teve a melhor bilheteria de um filme original no primeiro fim de semana de exibição nos Estados Unidos.

Não é segredo que filmes infantis normalmente tentam manter os espectadores de mais de 12 anos acordados, mas a Pixar vai muito além das leves insinuações adultas. O estúdio trata de temas como nostalgia, arrependimento e paternidade. Eis oito dos momentos mais adultos da Pixar, em ordem cronológica.

Contém spoilers de alguns filmes da Pixar.

1. Toy Story 2: A montagem de When She Loved Me (Quando ela me amava, em tradução livre)

Montagens são um recurso padrão do cinema, mas raramente elas são executadas com tanto sentimento como essa de Toy Story 2. Jessie, a companheira de Woody, lembra da infância e da adolescência de Emily, que acaba crescendo e perdendo interesse pelos brinquedos. A cena tem todos os elementos essenciais de uma montagem triste: uma meditação sobre a passagem do tempo, a perda da imaginação infantil e Sarah McLachlan cantando a música When She Loved Me (Quando ela me amava).

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2. Monstros S.A.: Boo morre de medo de Sully

Muitos dos momentos mais emocionantes dos filmes da Pixar envolvem algum tipo de relação entre pais e filhos (neste caso, a relação entre um monstro-humano-pseudo-pai-adotivo e filho). Quando Sully assusta Boo sem querer, ela se encolhe, aterrorizada. Sully luta para reconquistar a confiança dela e ao mesmo tempo tenta proteger Boo – e seu ganha-pão. O filme trata da exploração da infância e também toca em algumas ansiedades muito reais.

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3. Procurando Nemo: Dory dá conselhos de vida a Marlin

Apesar de o peixe que dá nome ao filme ser uma criança, o verdadeiro protagonista é Marlin, o pai de Nemo, que sai em busca de seu filho no Oceano Pacífico. Marlin – cuja mulher e centenas de ovos não nascidos perecem no começo do filme – está compreensivelmente ansioso e um pouco pessimista. Quando tudo parece perdido, sua companheira de viagem, Dory, lhe dá um conselho atemporal e universal: “Continue nadando!” Esse mantra ressoa com audiências de todas as idades– e adultos cínicos podem ser justamente quem mais precisa desse tipo de palavra de conforto.

4. Os Incríveis: Bob e Helen discutem a relação

No papel, Os Incríveis pode parecer só mais um filme de super-herói. Mas, como diz o crítico de cinema da revista Rolling Stone Peter Travers, “não é todo desenho que lida com crises da meia-idade, problemas no casamento, crianças negligenciadas, medo de impotência, pisadas na bola fashion e angústia existencial”. A ênfase do filme nos “problemas do casamento” é uma escolha estranha para um filme infantil. Beto e Helena Pera (Sr. Incrível e Mulher Elástica, respectivamente) conseguem salvar o mundo – e o casamento.

5. Wall-E: Basicamente o filme inteiro

“Wall-E” deve ter sido difícil de vender para as audiências mais jovens (É basicamente uma meditação silenciosa sobre a cultura do consumo e o inevitável e distópico fim do materialismo humano...). Mas o filme é uma obra-prima, um casamento perfeito de uma enorme escala visual com personagens ricos em detalhes. A abertura quase toda silenciosa, em particular, mostra como o estúdio sabe contar histórias -- apesar de “Wall-E” provavelmente ser mais indicado para quem tem capacidade de se concentrar -- ou seja, adultos.

6. Up – Altas Aventuras: Carl reflete sobre a vida com Ellie

Se o poder de um filme for medido em lágrimas do público, “Up – Altas Aventuras” é um dos maiores filmes de todos os tempos. Mesmo que essa métrica seja um pouco imprecisa, o hit de 2009 da Pixar provou ser um filme de aventura com um lado muito triste. A perda de um cônjuge é um tema pesado para um filme infantil, mas “Up” consegue ser bem-sucedido graças à dose certa de leveza – sem trocadilho. Quando Carl lê a mensagem que Ellie lhe deixou no álbum (“Obrigada pela aventura – agora prepare-se para uma nova!”), a Pixar arranca as lágrimas finais dessa história de luto, aceitação e cachorros falantes.

7. Toy Story 3: Andy doa seus brinquedos da infância

Por alguns momentos, parecia plausível que a série de filmes infantis acabaria com o assassinato brutal de todos os personagens principais. Mas, depois de Woody e sua turma escaparem da fornalha, eles têm um fim mais sutil e melancólico. Quando Andy doa seus brinquedos para Bonnie, brinca com eles pela última vez e vai para a faculdade, a trilogia chega à conclusão brilhante e satisfatória. Então obviamente estão fazendo um quarto filme.

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8. Divertida Mente: Riley fica triste

Divertida Mente captura o momento exato em que a vida interna dos pré-adolescentes vira uma bagunça incompreensível. Tristeza, a heroína inesperada do filme, consegue ensinar uma lição de saúde emocional enquanto choraminga dentro da cabeça de Riley. Vai ser mais fácil medir a importância dessa cena quando todo mundo parar de chorar.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.