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03/07/2015 09:48 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Colômbia passa a usar detectores de mentira para combater corrupção

Dima Korotayev via Getty Images
MOSCOW, RUSSIA - FEBRUARY 26: A computerized polygraph machine being used in a simulated situation on February 26, 2007 in Moscow, Russia. Russian human rights activists oppose a bill in Moscow's city legislature that would allow companies to give prospective employees lie detector tests. (Photo by Dima Korotayev/Epsilon/Getty Images)

O governo da Colômbia submeterá seus funcionários ao teste do polígrafo para combater a corrupção e blindar os processos de contratação no setor de infraestrutura, habitação e saneamento.

Segundo a decisão expressa pelo Executivo, a partir de agora "todos os funcionários que participam da elaboração das folhas de licitações ou na adjudicação de contratos serão submetidos, antes e depois, a um teste de polígrafo", explicou, nesta quinta-feira (2) , o vice-presidente do país, Germán Vargas Lleras.

A decisão também inclui as 72 entidades territoriais que aceitaram o convite da vice-presidência colombiana para integrar um pacto pela transparência no uso do dinheiro público. Vargas Lleras assinalou que é muito importante saber que entidades como a Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), a Aeronáutica Civil e o setor de habitação e saneamento participarão ativamente na luta contra a corrupção. "Esperamos que a medida se transforme em uma constante para todos os envolvidos no desenvolvimento da infraestrutura nacional", afirmou.

O pacto pela transparência inclui sete pontos, entre eles o cumprimento da lei vigente em matéria contratual e a publicação de processos no site das entidades. A Colômbia ficou no 94º lugar em um ranking de corrupção que envolvia 174 nações elaborado pela organização Transparência Internacional, em dezembro do ano passado. O escândalo mais recente no país envolveu quatro funcionários da petrolífera estatal Ecopetrol.

Eles foram acusados de irregularidades e de receber subornos de ex-trabalhadores da multinacional PetroTiger em um processo de contratação.

(Com agências EFE e Reuters)