NOTÍCIAS
02/07/2015 15:12 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:35 -02

Relações entre Rede Globo e CBF são investigadas pela PF

VANDERLEI ALMEIDA via Getty Images
The facade of the headquarters of the Brazilian Football Confederation (CBF) at Barra da Tijuca neighbourhood in Rio de Janeiro, Brazil, on May 28, 2015. The CBF's headquarters is named after the CBF's former president and current member of the FIFA's organizing committee for the Olympic football tournaments, Jose Maria Marin, who was arrested today in Switzerland along with other FIFA officials, accused of corruption. Swiss police detained several FIFA leaders in a dawn raid Wednesday as part of a twin corruption inquiry that rocked world football's governing body two days before its leader Sepp Blatter seeks a new term. All now face deportation to the United States on charges of accepting more than $150 million in bribes. This morning the leaders of the CBF removed the name of Jose Maria Marin from its headquarters. AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA (Photo credit should read VANDERLEI ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Contratos envolvendo a Rede Globo e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estão sendo investigados por agentes da Polícia Federal (PF). Segundo reportagem publicada por Ricardo Feltrin, no Uol, contratos assinados entre as duas partes passarão pela lupa de especialistas da PF.

A investigação faz parte, inclusive, da colaboração das autoridades brasileiras com as investigações que o FBI tem desenvolvido na cúpula do futebol mundial e que já botou uma série de dirigentes em maus lençóis, incluindo o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

A emissora, até aqui, diz desconhecer investigações de contratos com a entidade que comanda o futebol no país. Por sua vez, a CBF diz que a relação com o principal canal da televisão brasileira é um “case de sucesso”. A Globo transmite os principais torneios de futebol do país há quase quatro décadas.

EUA pede extradição de Marín

O governo dos Estados Unidos pediu a extradição de José Maria Marin e outros seis cartolas da Fifa presos há um mês na Suíça. O ex-presidente da Conmebol, Eugenio Figueredo, e Jeff Webb, ex-vice-presidente da Fifa, são outros ilustres que devem fazer as malas e serem levados aos Estados Unidos. Na entidade maior do futebol, a ordem é não falar sobre o caso.

O governo americano sinalizou estar disposto a fazer um acordo com Marín, caso ele decida colaborar nas investigações. O repórter Jamil Chade, no O Estado de S. Paulo, diz que Marin deve declarar diante da Justiça que se opõe à extradição. A defesa do cartola deseja evitar a extradição e ideia é tentar arrastar para uma batalha jurídica que pode levar meses.

O FBI espera contar com a delação de Marin para chegar a outros dirigentes que estiveram envolvidos no escândalo. Nesta semana, órgão americano sinalizou que se Marin aceitar colaborar, parte de sua pena pode ser revertida em prisão domiciliar.