NOTÍCIAS
29/06/2015 14:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Eduardo Cunha quer implementar o Parlamentarismo para o próximo governo

Reprodução/Twitter

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse em entrevista à Folha de S.Paulo que quer implementar o sistema parlamentarista de governo até 2019, quando o próximo presidenciável for eleito. Cunha também falou da participação do vice presidente Michel Temer na aprovação do ajuste fiscal.

Parlamentarismo

O sistema Parlamentarista dá mais poder ao legislativo e retira as responsabilidades políticas do presidente que, no caso, se torna um chefe de estado. Países como Inglaterra, França, Alemanha e Portugal possuem esse sistema de governo.

"Temos que discutir o parlamentarismo no Brasil, e rápido", disse o presidente da Câmara. Segundo ele, o processo já está em andamento com conversas entre parlamentares que apoiarão a medida. Entre eles, Cunha cita os partidos PSDB, DEM, PPS, PMDB, PP e PR. Mais especificamente, José Serra (PSDB-SP), Aécio Neves (PSDB-MG) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Cunha justifica dizendo que o parlamentarismo tem mais condições de proteger o País de eventuais crises, como a que acontece no momento. Ele quer implementar a medida já para o próximo mandato presidencial, em 2019, e quer que tudo esteja encaminhado até o fim do seu mandato, em 2017.

Michel Temer na frente das articulações políticas

Cunha também disse que seu colega de chapa, Michel Temer, mostrou serviço no novo posto de comando das articulações políticas ao entrar em um acordo com o Congresso na aprovação do ajuste fiscal. "Ele entrou e passou um sinal claro de que tinha uma estabilidade política maior e aprovou: ele pegou um vaso todo quebrado e conseguiu colocar uma cola que você não vê que estava colado", exemplifica Cunha.

Apesar disso, o parlamentar alerta que somente firmar os acordos não é suficiente, mas que o governo deve cumpri-los para que isso não desgaste a imagem de Temer

Sobre membros dos partidos aliados não votarem no PT, Cunha aponta que a causa seja a política de hegemonia do partido, e exemplifica: "Se o PMDB não ocupou o cargo que foi prometido, esse deputado vê que o cargo está ocupado por um petista. O governo prometeu e não cumpriu."