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25/06/2015 14:49 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Após a oposição ter sido hostilizada, novo grupo de senadores desembarca na Venezuela

Montagem/Senado/Estadão Conteúdo

Depois da comitiva de senadores de oposição ser hostilizada na Venezuela, uma nova comitiva de senadores brasileiros, desta vez defensores do governo venezuelano, desembarcou em Caracas.

De acordo com os senadores que integram o grupo, a proposta é mostrar que os brasileiros não querem interferir na disputa política interna.

"Temos uma avaliação de que a primeira comitiva tinha um objetivo claro de reforçar a oposição. Estamos aqui para ouvir todos os lados. Não cabe a nós, senadores, acirrar qualquer disputa interna”, disse à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) à TV Senado.

O senador Telmário Mota (PDT-RR) ressaltou que a ideia é "ouvir oposição, situação, vítima, quem não é vítima. Vamos à rua, conversar com as pessoas, para levar um relatório completo ao Parlamento brasileiro e fazer essa discussão dentro do Senado”.

Segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR), a proposta é ouvir todas as tendências locais. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que será criada uma comissão de senadores para acompanhar as eleições parlamentares venezuelanas, previstas para 6 de dezembro.

Na semana passada, parlamentares de oposição denunciaram nas redes sociais que foram hostilizados ao tentar visitar presos políticos e, por isso, foram obrigados a voltar ao aeroporto.

Em nota, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), condenou ação dos ativistas pró-Maduro. "O presidente do Congresso Nacional repudia e abomina os acontecimentos narrados e vai cobrar uma reação altiva do governo brasileiro quanto aos gestos de intolerância narrados. As democracias verdadeiras não admitem conviver com manifestações incivilizadas e medievais. Eles precisam ser combatidos energicamente para que não se reproduzam”, ressalta.