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22/06/2015 09:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Rapper Emicida pede fim da intolerância e expõe realidade da periferia em show na Virada Cultural de SP (VÍDEO)

Montagem/Estadão Conteúdo

O rapper Emicida usou branco e passou uma série de mensagens importantes durante a sua apresentação na 11ª edição da Virada Cultural de São Paulo. Ao lado do grupo religioso As Águas de São Paulo, ele pediu o fim da intolerância que vem assolando o País.

“Não viemos de branco à toa. Viemos de branco porque uma menina tomou uma pedrada ao sair de um culto de candomblé (no Rio). Nós viemos de branco porque tem gente que, para falar de jovem, fala mais de cadeia do que de escola”, afirmou Emicida.

Sem citar o presidente da Câmara Federal, Emicida esculacha todo o atraso representado por Eduardo Cunha.(por Pedro Alexandre Sanches, do Farofafá)

Posted by Jornalistas Livres on Domingo, 21 de junho de 2015

Ainda durante o show, o rapper usou a rima para passar alguns recados comuns às minorias e a quem vive na periferia.

“A fundação é tudo menos casa, para os internos. É mó boi odiar o diabo. Quero ver vocês viverem lá no inferno.

Não existe amor em São Paulo? Existe pra c.... Vocês acham que as Mães de Maio (grupo de mães de vítimas da violência policial em SP) choram por quê?

Ter que sobreviver ao pai que abusa, o ferro sobre a blusa, as fardas que mata ‘nóis’ e nunca fica reclusa, ao Estado que te usa, e aos ‘otário’ que quer vir falar de racismo ao contrário.

Tempo doido, a espinha gela, onde as mulheres ‘é’ estuprada e a culpa ainda é delas.

Aos bunda mole, um aviso: não é por que a gente tá sonhando que a gente tá dormindo, viu?”.

Ainda deu tempo de Emicida chamar Martinho da Vila para fazer um samba ao lado da galera do hip hop no palco. A música – e os recados – definitivamente foram passados a rigor.

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