MULHERES
18/06/2015 15:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Tina Charles, a campeã olímpica que doa metade do seu salário para salvar corações

Jamie Squire via Getty Images
LONDON, ENGLAND - AUGUST 11: Tina Charles #14 of United States reacts in the second quarter while taking on France during the Women's Basketball Gold Medal game on Day 15 of the London 2012 Olympic Games at North Greenwich Arena on August 11, 2012 in London, England. (Photo by Jamie Squire/Getty Images)

Os salários das jogadoras da WNBA não chegam perto dos jogadores da NBA, mas isso não impede que a pivô do New York Liberty Tina Charles compartilhe sua riqueza.

Tina vai doar metade de seu salário anual, de 100 000 dólares, para uma instituição de caridade que ela criou para homenagear sua tia, que morreu de esclerose múltipla em 2013, noticiou a Associated Press na terça-feira. Não é a primeira vez que Charles faz algo parecido.

Na temporada passada, ela doou 50 000 dólares para “Hopey Heart”, sua fundação. A Hopey Heart homenageia Wes Leonard, um jogador de basquete do ensino médio que morreu de parada cardíaca em 2011 depois de fazer uma cesta decisiva. A entidade oferece educação de saúde, treinamento de primeiros-socorros e desfibriladores automáticos externos para escolas e centros recreativos comunitários.

Nos últimos anos, a atleta comprou 142 desfibriladores para comunidades necessitadas. Ela pretende usar a contribuição deste ano, de 50 000 dólares, para comprar mais equipamentos e financiar sua expansão na Europa, que receberá uma doação de 16 desfibriladores em julho. Graças a TIna e à Hopey Heart, todas as arenas da EuroLeague terão desfibriladores, a americana jogou para a equipe turca Fehnerbaçe neste último inverno.

“As pessoas me perguntam por que faço isso, e digo que a maior alegria da humildade é colocar o interesse dos outros à frente do seu próprio”, disse na época Tina, em um comunicado de imprensa da FIBA, a Federação Internacional de Basquete.

Viver do basquete profissional não é uma ocupação muito lucrativa, então o fato de a jogadora ter esse tipo de impacto mesmo sem receber um salário milionário dá uma dimensão ainda maior a seu compromisso com sua causa e, mais importante, com seu grande coração.

“Interessar-me pelos outros é essencial na minha vida”, disse ela à AP na terça. “É minha maneira de retribuir. Minha paixão por instalar desfibriladores. Tudo o que eu puder fazer por uma instituição por meio da instalação dos desfibriladores é extremamente importante para mim.”

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.