MUNDO
15/06/2015 17:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Rachel Dolezal, ativista dos EUA acusada de fingir ser negra, pede demissão

Montagem/Divulgação/APyh

Uma graduada integrante de um grupo defensor dos direitos dos afro-americanos, Rachel Dolezal pediu demissão de seu posto, em meio à polêmica sobre sua identidade racial.

Os próprios pais da ativista afirmaram que ela se declarou falsamente como negra, embora fosse na verdade branca.

A National Association for the Advancement of Colored People (NAACP) anunciou nesta segunda-feira (15) que Dolezal estava deixando o posto de chefe de uma de suas sucursais locais no Estado de Washington. O grupo afirmou que a atenção em relação à figura dela estava desviando a entidade de seus objetivos.

"O diálogo inesperadamente mudou internacionalmente para minha identidade pessoal no contexto da definição de raça e etnia", diz o comunicado atribuído a Dolezal.

Enquanto isso, a cidade de Spokane investiga se ela mentiu sobre sua etnia, ao entregar um documento a um órgão de monitoramento da polícia municipal. Em seu documento, ela disse que suas etnias incluíam negro, branco e nativa americana. A mãe da ativista, Ruthanne Dolezal, disse que a origem da família é tcheca, sueca e alemã, com um traço de herança nativa americana.

A controvérsia surgiu na semana passada, após os pais da ativista divulgarem fotos dela quando garota, com uma pele bastante clara e cabelo muito loiro. Integrante da sucursal da NAACP onde Dolezal era presidente, Kitara Johnson saudou a demissão dela, que havia sido eleita para o posto havia seis meses. "Isso é a melhor coisa que pode acontecer agora", disse ela hoje à Associated Press. Johnson disse esperar que Dolezal permaneça como membro da organização.

Dolezal, hoje com 37 anos, frequentou a Universidade Howard, historicamente associada aos negros nos Estados Unidos. Atualmente, ela leciona Estudos Africanos em uma universidade local e é casada com um homem negro.