MUNDO
12/06/2015 20:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Pais dizem que ativista dos direitos civis se finge de afro-americana

Montagem/Divulgação/APyh

Uma ativista americana ligada ao direito das minorias étnicas está sendo acusada de não fazer parte da minoria, como ela se diz. Famosa nos Estados Unidos pela luta em prol do direito das minorias, Rachel Dolezal, 37 anos, que se diz afro-descendente, é, segundo seus pais, branca. A revelação foi feita em rede nacional e chocou os americanos.

Os pais biológicos de Rachel se dizem brancos, com descendência de origem alemã e tcheca. Eles apresentaram fotos de quando a ativista era criança, onde ela aparece loira e com a pele mais clara. O casal também mostrou a certidão de nascimento de Dolezal, que comprova que eles realmente são os pais dela.

“A Rachel quer ser alguém que não é. Escolhei não ser ela própria, e isso simplesmente não é verdade”, disse a mãe de Rachael, Ruthanne Dolezal, ao KREM 2 News. De acordo com a família, Rachel passou a se apresentar como afro-americana depois que se divorciou em 2004.

A ativista, entretanto, disse que não considera o casal como seus pais e que não tem contato com eles por causa de uma ação na Justiça. “A questão não é tão fácil quanto parece. Tem muita complexidade… e eu não sei se todos entenderiam. Nós todos somos do continente africano.”

A NAACP, uma das entidades mais importantes de apoio a causa da comunidade afro-americana, onde Rachel trabalha, afirmou que respeita a privacidade dela neste assunto. Disse ainda que a identidade racial não é um critério de qualificação para ser uma liderança.

Já o prefeito de Spokane, Washington, David Condon e o presidente do Conselho da Cidade, Ben Stuckart, disseram vão investigar se ela violou alguma lei e apurar com seriedade as preocupações levantadas.