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12/06/2015 17:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Itália suspende pela segunda vez a extradição de Henrique Pizzolato, condenado no mensalão

Marcos D'Paula/Estadão Conteúdo

Pela segunda vez, a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, foi adiada. Desta vez, a Itália a suspendeu após o Conselho de Estado aceitar um recurso do advogado do mensaleiro. De acordo com a Folha de S.Paulo, a decisão tem caráter provisório.

Desta vez, o Conselho de Estado, que não pode reverter a decisão de devolver o ex-diretor do BB, também alegou revisar os procedimentos formais da decisão de extradição.

Segundo a Folha, a suspensão da extradição causou surpresa e revolta entre os diplomatas brasileiros em Roma, que trataram da extradição.

Os policiais federais que embarcariam para buscar o mensaleiro estavam no aeroporto de Brasília quando foram avisados da decisão.

A extradição de Pizzolato foi autorizada abril, suspensa em maio e retomada no último dia 3. Todo processo ocorreu após quase dois anos de disputas políticas em relação ao brasileiro.

INFOGRÁFICO: Guia Pizzolato para virar outra pessoa

Ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão. Mas fugiu do País com um passaporte falso e declarou que confiava que a Justiça italiana não faria um processo político contra ele, como acusa a Justiça brasileira de ter feito.

Ele acabou sendo preso na cidade de Maranello e, em setembro de 2014, a Corte de Bolonha negou sua extradição argumentando que as prisões brasileiras não teriam condições de recebê-lo.

(Com Estadão Conteúdo)