COMPORTAMENTO
12/06/2015 01:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Dia dos Namorados: 17 histórias de leitores do Brasil Post que vão fazer você acreditar no amor

Amor aos começos. No princípio, era o verbo. Estar. Ela estava lá. Ele, também. Ou ele estava lá e ele, também. Ou ela estava lá e ela, também. Encontraram-se. Havia várias possibilidades, várias pessoas, multidões. Mas, naquela aula, naquele happy-hour, naquela balada, naquele churras, naquele aplicativo, naquela república no carnaval, foram eles que se encontraram.

Amar é tentativa e erro. Muitos erros. Mas também muitos acertos. Neste momento, estes 17 casais sentem a consequência de seus acertos pessoais. O encaixe é deles. São co-protagonistas da intersecção de enredos.

Neste 12 de junho, o Brasil Post reúne histórias de amor de leitores como você. São eles que contam como foi o encontro, como as jornadas se entrelaçaram. E como aquele momento se transformou em algo belo e grandioso... Que merece ser celebrado no Dia dos Namorados e em todos os outros.

Na galeria a seguir, você vai conhecer personagens de carne, osso e coração que atenderam ao nosso chamado romântico e decidiram compartilhar suas narrativas:

Galeria de Fotos O amor dos leitores do HuffPost Brasil Veja Fotos

❤️❤️ Esperamos que estas histórias inspirem você.

Continue abaixo a leitura apaixonada! ❤️❤️

A ouvinte criadora do fã-clube fictício do locutor

Diouglas Hoppe, 34, e Ana Hoppe, 30

"Aos 16 anos, ouvindo um programa de rádio na Bahia, me apaixonei pela voz do locutor. Liguei, mandei e-mail pedindo músicas e tentando puxar assunto, porém ele não demonstrou nenhum interesse.

Desiludida, resolvi olhar ao meu redor e procurar outra pessoa que me interessasse. Cruzava com um rapaz muito atraente na saída do colégio todos os dias e fiquei muito interessada por ele... Virei uma apaixonada por dois estranhos!

Um dia, eu descobri que eles dois eram a mesma pessoa!!! Falei naquele dia para minha mãe: 'eu vou me casar com ele'!

Para chamar a atenção dele, montei um fã-clube de ouvintes. Na verdade, era só com minha melhor amiga. Mas, para preencher espaço no fã-clube, incluí o nome de alguns dos meus animais: Julieta (hamester), Ana Júlia (tartaruga), Judi e Cindi (cadelas). Só que ele não sabia que eram bichos! (risos) Ele mandava beijo no programa: um beijo para as queridas Ana, Dani, Julieta, Ana Júlia, Judi e Cindo, do nosso fã-clube!

Só depois do nosso primeiro encontro contei que eram bichos! E fiz de tudo para me aproximar e fazer que ele me percebesse. Mas foi muito difícil; foram quatro meses de e-mails até o primeiro encontro. Mais um mês até o pedido de namoro, feito por ele...

Bem, valeu o esforço; estamos juntos há 14 anos! Temos dois lindos filhotes juntos, de 5 e 2 anos."

O maior e melhor legado da Copa do Mundo no Brasil

Yogev Lifchin, 32, e Ana Paula Ferraz, 39

"Adoro Copa do Mundo. Ano passado eu me envolvi tanto com os preparativos que muita gente achou que eu estivesse sendo patrocinada pela FIFA. Também tenho uma fixação pela Argentina. Então, quando fiz os cálculos e descobri o dia que a seleção hermana vinha para a minha cidade - Brasília -, tentei enlouquecidamente comprar o ingresso.

Não consegui, estafei, e no dia do jogo, 5 de julho de 2014, eu amanheci um pouco desanimada. Uma amiga (obrigada, Paula!) me convenceu a irmos pelo menos ao hotel para eu ver o Messi e, por isso, tirei meu uniforme e todas as minhas bandeirinhas argentinas do armário. E foram ocorrendo sequências de coisas tão fantásticas — sim, assisti ao jogo no estádio! — que não poderia terminar melhor... Foi nesse dia que conheci o israelense Yogev Lifchin.

Após o jogo Argentina X Bélgica, fui, ao lado dos argentinos, ao Brasília Shopping assistir ao jogo seguinte no telão montado numa parte central. Como meu celular estava sem bateria (obrigada, Apple!) me posicionei estrategicamente ao lado da tomada.

E foi lá que o conheci, perto da escada rolante, lindo e simpático com um chapéu estilo panamá. Quando ele se aproximou e puxou papo, pensei que fosse brasileiro tirando onda com a minha cara ao responder minha pergunta “de onde você é?” com um “da terra de Jesus” dito em português carregado.

Pensei que ele fosse dizer que era de Belém do Pará. Desde então, não tem um dia que eu não fale com ele (obrigada, Whatsapp!), nos encontramos em algumas cidades brasileiras e, recentemente, fui a Berlim encontrá-lo.

Conversamos basicamente em inglês, língua que não domino, (obrigada, Google Translate!) algumas vezes misturada com um portunhol, mas o amor é tão lindo que deixa você capaz de entender muita coisa apenas com o olhar e o coração, te faz enfrentar medos como o de voar e encurta distâncias geográficas quilométricas com uma mensagem de carinho.

Claro que eu gostaria de estar perto dele e estou me organizando para conseguir isso. Ele, sem dúvidas, é meu maior e melhor legado da Copa há 342 dias."

A fortaleza do amor nas tempestades da vida

Julia Guedon, 21, e Gabriella Moura, 23

"Eu e a Gabi nos conhecemos em João Pessoa, num bar na praia, em 2011. Por meio de um amigo em comum, acabamos sentando na mesma mesa e trocamos olhares a noite inteira.

No dia seguinte, ela me adicionou no falecido Orkut e pediu meu também falecido MSN. Ficamos no dia seguinte. Começamos a namorar na outra semana.

Fomos morar juntas após 15 dias. Eu, carioca, e ela brasiliense, ambas em João Pessoa por motivos diferentes, eu com 17 anos e ela com 19. Foi amor logo de cara — continua sendo.

Após o falecimento da mãe da Gabi, passamos a criar seu irmãozinho, na época com 3 anos. Começamos a ter um sentimento de plenitude familiar. Aí depois vieram nossos dois filhinhos de quatro patas.

Nosso amor é lindo porque é agregador. Porque fortalecemos nosso amor nas dificuldades. Porque tivemos de amadurecer rapidamente, e fizemos isto juntas.

Há quatro anos, meu coração é pleno e muito muito muito feliz. Com ela meu mundo é completo."

"Me apaixonei antes mesmo de ver seu rosto"

Adriano Santos, 19, e Miguel Vargas, 18

"Em 2011, Miguel me adicionou em um fórum de jogos de que ambos participávamos. Começamos a conversar, falávamos sobre tudo, o que desse na telha. E nisso, criamos uma amizade muito forte, e com o tempo, ele se tornou pra mim aquela pessoa que conto os segundos pra poder conversar.

Até que, em junho de 2014, ele falou que também gostava demais de mim. Nesses três anos de amizade, eu já gostava demais dele. Assim, dois meses depois, começamos a namorar.

Detalhe: até esse ponto da nossa história, eu NUNCA havia visto o rosto dele. Mas me apaixonei mesmo assim: pela personalidade, pelo carisma, por como ele me faz rir e por como ele me entende.

Hoje estamos há praticamente um ano juntos, e tudo tem sido incrível, mesmo que à distância. Ele mora em Viamão (RS), e eu em Curitiba (PR).

Nosso amor é especial porque não importa a aparência (que eu demorei para descobrir, diga-se de passagem), não é a distância, ou qualquer outro obstáculo que vai impedir nossa felicidade. Eu o amo, e sei que ele me ama. É difícil... Não somos perfeitos, mas fazemos acontecer, dia após dia."

As voltas da vida antes do beijo de "finalmente"

Taise Garcia, 24, e Fernando Oliveira, 25

"A minha história com o amor da minha vida começou em 2001. Fernando é primo dos meus meios-irmãos, e por morarmos sempre perto, no centro do Rio, frequentávamos a mesma escola e a mesma sala. Tínhamos ambos 10 para 11 anos; ele, o menino mais bonito da sala, e eu, a patinha feia.

Eu era apaixonada por ele... E qual não foi a minha surpresa quando me foi revelado que ele também era apaixonado por mim! Ficamos meses naquela expectativa, olhares disfarçados, uma implicância mútua que só nós entendíamos e que era tudo que tínhamos. Mas tão novos, o que podia ser feito? Naquela época, crianças não namoravam, então achei que podia esquecer. Achei...

O tempo foi passando, fomos ficando mais velhos, vivendo a adolescência, cada um com suas experiências. Já nos relacionávamos com outras pessoas e, por isso, nunca nos aproximamos nem fomos amigos. Mas, quando nos víamos, era notável que algo não tinha ficado pra trás... Nosso olhar ainda se entendia.

Quando 2013 começou, como mágica Fernando foi o meu primeiro grande presente daquele ano. Eu estava solteira e, sem saber que ele também estava sozinho, adicionei-o no Facebook a fim de quebrar aquele gelo de anos. Pensei: 'afinal somos primos'!

Quase sem querer, tudo fluiu como num sonho. Doze anos após o início daquele sentimento, no dia 17 de janeiro de 2013, nos encontramos, nos olhamos e nos beijamos, com uma mistura de timidez e uma sensação incrível de 'finalmente!'.

Semana que vem, faremos dois anos e cinco meses de muita felicidade, desafios, vitórias, choros e superações — e de amor que nos impulsiona a sermos melhor um pelo outro. Juntos, fortes e construindo o nosso futuro."

Um sentimento que cruza fronteiras

Emmanuel Arellano, 30, e Thiago A . Arellano, 25

"Nós nos conhecemos na Califórnia durante o meu intercâmbio. Eu, brasileiro; ele, mexicano. Nos apaixonamos desde o primeiro momento e já sabíamos que era um amor pra vida toda.

Algum tempo depois, fui pedido em namoro pelo Emmanuel no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. E fui pedido em casamento em um voo de balão durante o pôr-do-sol sobre o mar da Califórnia.

Somos casados há quase dois anos. Atualmente moramos em San Diego, nos Estados Unidos. E o Emmanuel é fluente em português!

O nosso amor é lindo por ter vencido fronteiras, diferenças-culturais e linguística, distâncias e o tempo."

246 dias sem ele (mas já já ele chega)

Mitchell Weber, 25, e Hellen França, 25

"Nos conhecemos em outubro de 2013 em Marburg, Alemanha, no primeiro dia de aula do curso de alemão. Eu era voluntária e trabalhava com crianças deficientes, e o Mitchell era au pair. Me perdi no caminho pra escola e cheguei atrasada à sala. A única cadeira disponível era ao lado de um rapaz ruivo e de aparência mal-humorada.

A partir do mau humor matinal dele, começamos a conversar. Mitchell é australiano, é de Brisbane. Saímos pela primeira vez na semana seguinte e estamos juntos até hoje. Durante nossos meses morando na Europa, fizemos um mochilão de duas semanas e visitamos a Itália, França e Inglaterra. Em maio de 2014, Mitchell voltou para Brisbane. Eu fiquei na Alemanha até agosto do ano passado e voltei para São Paulo.

Em setembro, viajei para a Austrália para conhecer a família dele e fizemos uma roadtrip por toda costa leste e parte sul da Austrália; voltei em novembro.

Hoje faz 214 dias que não nos vemos, mas nosso amor continua firme. Nos falamos pelo Skype todas as manhãs para vencer os milhares de quilômetros de distância e as 13 horas de diferença no fuso horário.

Hoje a distância não é tão mais difícil de suportar, já que em 15 de julho ele chega para morarmos juntos aqui no Brasil. Ficaremos por aqui seis meses e caso ele se adaptar (e aprender português), ficaremos por mais tempo.

Nosso amor vale cada segundo que passamos separados e eu sempre soube que um dia essa distância ia acabar, e finalmente, isso vai acontecer em 32 dias."

Quando a família é um obstáculo para o amor

Raíssa Sena, 24, e Wdson de Souza, 23

"Eu e Wd nos conhecemos em uma sala de aula em 2009, durante nossa preparação para enfrentar o vestibular da UFRN, aqui em Natal. Ele, um cara romântico e amável, chegou até mim e disse que, mesmo não me conhecendo direito, sentia algo especial. Eu compartilhava dos mesmos sentimentos. Apesar dessa sintonia, nós não chegamos a namorar; apenas trocas de palavras amorosas e promessas para o futuro. Tudo era incerto entre a gente, porque meu pai tem uma enorme resistência para aceitar o amor que nutro por Wd.

Wd é pessoa incrível, extremamente carinhosa, mas meu pai o vê com maus olhos, porque ele não se encaixa no padrão europeu de beleza. Além de não ter seguido uma carreira que possibilita boas condições financeiras (na visão do meu pai, obviamente).

Após muita insistência, conseguimos manter nosso relacionamento por três anos. Novamente, colecionamos situações ruins como ciúmes do meu pai, intransigência, cara fechada. Foi ruim.

Crescemos juntos. Ele bem mais que eu. No entanto, no meio do ano passado, terminamos por acumular tantas dores, tantos obstáculos — da minha família. Apesar da dor da separação, a chama do sentimento continuava a aquecer meu coração. Procurei-o para fazer as pazes, mas mal sabia que Wd tinha uma proposta para voltar a sua terra de origem (Rio de Janeiro). A mãe dele tinha passado em um concurso e, com esse fato, minhas chances eram mínimas, já que manter um relacionamento já desgastado à distância não seria fácil.

Em outubro de 2014, voltamos a alimentar o sentimento juntos, mesmo longe. Estamos assim até hoje. Dói um pouco passar esta data tão especial longe do meu coração, mas a vida vai nos mostrar uma saída."

"Ele me mostrou que ainda existe amor"

Amanda Soares, 26, e Thiago Lanza, 24

"Em 2013, fui para os Estados Unidos para passar um ano fazendo intercâmbio na Pittsburg State University. Antes de ir embora, eu dizia que não queria encontrar com nenhum brasileiro, para não atrapalhar no aperfeiçoamento do idioma — e muito menos me envolver com um. Na verdade, eu não me envolvia profundamente com ninguém desde que perdi alguém em um acidente de carro em 2009... Me fechei para o mundo e novos amores.

Viajei no primeiro dia do ano de 2013, cheguei lá no dia 2. Após dar entrada no dormitório da universidade onde ia ficar, fui pedir informações sobre onde poderia almoçar e acabei indo com o pessoal do International Office (lugar sagrado para os intercambistas). Na volta, cruzamos com um brasileiro, Thiago, e fui imediatamente apresentada. Pronto! Ali eu já sabia que tinha gostado dele.

Passamos um semestre inteiro entre idas e vindas, pois ele não queria se envolver, já que ia voltar para o Brasil no meio do ano. Depois de muito sofrimento, eu resolvi seguir em frente. Foi então que alguma coisa aconteceu com ele (uma luz divina, talvez) e ele percebeu que gostava de mim. Em junho, fui com ele para Los Angeles a pedido dele e ficamos lá, juntos, por dois meses.

Cinco meses se passaram, continuamos juntos mesmo separados. Voltei para o Brasil em dezembro de 2013. A oficialização do namoro demorou — só em agosto de 2014, mas digamos que já até me acostumei com tanta enrolação (risos).

Posso, com certeza, dizer que ele veio me salvar, mostrar que ainda existe amor e que eu mereço ser amada."

"O destino se encarregou de cruzar nossos caminhos"

Danilo Silva, 21, e Drienny Sanches, 21

"Eu tinha oito anos e estava na 2ª série em Belém, em 2002. Por eu ser tímida, só falava com meus colegas de classe. Mas eu sempre via as outras crianças. Algumas eram difíceis de lembrar, mas outras nem tanto — como aquele garoto cabeludo que sempre passava por mim correndo.

Passaram-se sete anos, e eu estava numa festa à fantasia. Distraída, tentava encontrar, inutilmente, uma maneira de sentir menos calor dentro daquela roupa de pirata. Eis, então, que surgiu, na porta de entrada, um garoto de cabelo longo e vestido de padre. Sorri para mim mesma ao ver uma fantasia tão inusitada. Minutos depois, ele se aproximou e dançamos juntos. Seu nome era Danilo e ele não me era estranho. Mais tarde, perguntei-lhe se já havia estudado na minha escola de infância. E para a minha surpresa a resposta foi sim.

Conversamos e rimos a noite toda. Apesar da minha timidez, ele fazia eu me sentir muito à vontade... Era como se eu o conhecesse há anos.

Um ano depois, era o primeiro dia de aula numa escola que ainda me era estranha, em janeiro de 2010. Eu, definitivamente, não conhecia ninguém ali. Mas aquele garoto não me era estranho. Eu o conhecia de algum lugar.

Passaram-se alguns dias, eu lembrei e pensei comigo mesma: “Danilo! Danilo? Mas ele tinha cabelo grande, e esse garoto tem cabelo curto. Será? Será que eu falo com ele? E se eu estiver errada? Mas parece muito com o Danilo. Ah, quer saber? Vou lá”.

Nossas cadeiras estavam próximas, cheguei um pouco mais perto dele e perguntei meio desconfiada: “Danilo?”. Ele olhou para mim e sorriu. Minha nossa! Era ele.

Desde aquele dia, passamos a fazer parte do mesmo grupo de amigos. Fazíamos trabalhos juntos, ficávamos juntos nos intervalos das aulas e durante as aulas. E, então, no dia 8 de setembro de 2010, nós fomos ao cinema com um grupo de amigos e nos beijamos pela primeira vez. E estamos juntos até hoje, quase cinco anos depois. De alguma forma, o destino se encarregou de cruzar nossos caminhos até que estivéssemos prontos para viver o amor verdadeiro."

A distância não vai impedir o amor de encontrar

Renan Pirolla, 30, e Mariana Adão, 24

"A primeira vez que nos vimos foi em outubro de 2006, na festa de 18 anos do meu irmão na cidade onde eu morava, Catanduva (SP). Na época eu tinha 15 anos e ele, 21. No dia nem conversamos, mas, como o achei bonito, adicionei-o no Orkut. Então começamos a conversar e nos conhecer através do MSN, pois ele morava - e ainda mora - em Campinas.

Conversávamos quase todos os dias e, em um um dos finais de semana em que ele foi a Catanduva, mais especificamente dia 26 de maio de 2007, ele me chamou para ir ao cinema. Foi o filme mais longo que já vi! Como eu não era de tomar atitude, fiquei esperando que ele me beijasse... Mas isso só aconteceu depois que o filme acabou.

Duas semanas depois, oficializamos o namoro. Nosso namoro sempre foi - em sua maior parte - à distância. Nos víamos normalmente a cada dois finais de semana. Apenas este ano que temos conseguido passar mais tempo juntos, mas sempre que nos separamos a saudade dói.

Desde o começo, nosso combinado foi de nos falarmos todos os dias mesmo que fosse apenas para dizer o nosso “Boa noite! Durma com os anjinhos e sonhe comigo! Eu te amo mais! Beijos!”.

Nestes oito anos que estamos juntos, nem o tempo ou distância ou faculdade nos impediu de nos amarmos cada vez mais e de esperarmos ansiosamente o dia em que nos veremos todos os dias."

A cartinha de amor do passado

Vânia Barbui, 28, e Mateus Fernandes, 28

"Nos conhecemos no ponto de ônibus da escola Moraes Barros em Itápolis (SP) há 16 anos. Na época estava com 13 anos, e ela me escreveu uma cartinha de amor. Eu tentei falar com ela, mas ela saiu correndo. Depois daquele dia, não consegui mais falar com ela. Porque eu também nem sabia o que faria.

O tempo foi passando, e eu sempre a encontrava em festas, e batíamos um papo. Sempre que eu podia, brincava sobre a cartinha.

Alguns anos depois, costumávamos viajar juntos para a faculdade. E ela se tornou uma boa amiga.

Passado tanto tempo, fui imaginando por que não podia tentar novamente falar com ela. Até que um dia, em um churrasco na casa de um amigo, tive a minha chance e dessa vez ela não correu (risos).

Agora estamos namorando há quase três anos... Acredito que amor verdadeiro é aquele que nasce em nossos corações e, na maioria das vezes, parte da amizade pura e verdadeira."

Depois daquela valsa, nada foi igual...

Henrique Aguilar, 30, e Bruna Rabboni, 24

"Nunca imaginei que histórias verdadeiras de amor fossem reais. Mas depois de conhecer o Henrique, passei a acreditar. Foi no tão esperado casamento da minha prima, em São Paulo, em novembro de 2013.

Estava sentada, esperando terminar de tocar a valsa do casal, quando aparece um homem lindo me chamando para dançar. Fui descobrir que ele sempre esteve por perto, era melhor amigo do meu primo e nos divertimos a noite toda — ele não sabia dançar.

Depois dessa superfesta, nunca achei que ele fosse me procurar de novo. Mas aí ele me achou, conversamos e aceitei sair com ele, depois de muitas tentativas. Jantamos em um restaurante delicioso e em seguida fomos em uma balada. Bebemos, ouvimos música boa e nos divertimos muito. Não sabia que era possível se divertir tanto!

Sempre somos 100% sinceros um com o outro e somos muito amigos. Acredito que é por isso que o nosso amor é lindo.

Estamos noivos há seis meses, nosso casamento será em novembro deste ano. E a banda que vai tocar no dia é a mesma do nosso primeiro encontro."

Um jeito bem particular de chamar atenção

Raabe Bernardo, 26, e Thadeu Rodrigues, 24

"Nós nos conhecemos no ensino médio, quando eu tinha 17 e ele 15. No começo, eu achava que ele não gostava de mim porque sempre me dava um tapa na testa quando me via (risos).

Hoje eu sei que ele fazia isso para chamar minha atenção.

Eu sempre o achei um gatinho, mas foi apenas há 4 anos e meio que rolou. Depois de algumas experiências amorosas dos dois, nos aproximamos e ele se declarou.

Este ano está sendo muito especial, pois adotamos uma cadelinha sem raça definida e demos o nome de Gamora. Agora estamos começando a nossa família."

Amar é se dedicar para o outro em cada momento

Letícia Castro, 26, e Thiago de Paula, 30

"Conheci Letícia em 2014, quando cursávamos uma disciplina na universidade, que fica na cidade de Piracicaba (SP). Nosso primeiro encontro foi no On The Rocks Bar. Foi uma noite em que trocamos sorrisos, ao som de boas músicas, olhares e, sob um céu estrelado, beijos.

Então, desse dia em diante, nossas almas foram ligadas fortemente pela paixão e pelo amor, incondicionais.

O que torna nosso amor lindo é ele ter a leveza do vento e a força de uma tempestade. É ter como base o respeito, a confiança e a liberdade de sermos o que realmente somos.

É dar carinho no momento preciso, aproveitando cada segundo que podemos nos dedicar um ao outro."

♪ ♫ Garçom, aqui nessa mesa de bar... ♫♪

Natália Bomfim, 30, e André Stanev, 31

"Nos conhecemos no dia 15 de setembro de 2012 na Cervejaria das Novas, o 'Velhão' na Serra da Cantareira, em São Paulo. Eu estava naquele bar com meus amigos superchateada porque tinha levado um bolo de um garoto. E o André, por sua vez, tinha dado um bolo em um garota e foi comemorar seu aniversário com os amigos lá.

Ele passou a noite inteira me olhando e foi falar comigo no fim da balada, quando eu estava indo embora. Me cumprimentou, disse que eu era linda, pediu meu telefone. E mostrou a foto do cachorro lindo que ele tem — o Kin... E foi ali que me apaixonei!

Ele me ligou no outro dia, saímos, nos beijamos e nunca mais nos largamos! São quase três anos de muito amor!"

A família que me acolheu

Rafael Ribeiro, 22, e Lívia Andrade, 25

A primeira vez que vi o Rafa foi numa balada de Campinas (SP) em abril do ano passado. Eu estava com um colega dele, que me deixou de lado e sozinha. Então ele veio conversar comigo, e conversamos sobre muitas coisas, mas eu não estava interessada nele.

Nos reencontramos em outra balada em outubro. Notei que seu amigo o havia deixado de lado e ele estava sozinho e tímido, ali, num canto, então fui puxar papo e fazer companhia. Não tinha interesse em ficar com ele nem com ninguém naquele lugar; andava meio desiludida com relacionamentos.

Ele me chamou pra subir pro fumódromo, e eu fiquei paralisada sem saber se deveria ir ou não. Resolvi ir, e foi ali que ficamos pela primeira vez. Um mês e meio depois do nosso primeiro beijo, ele me pediu em namoro.

Sou do Mato Grosso do Sul e vim pra Campinas há cinco anos tentar uma vida melhor. Não tenho família aqui e, desde que me mudei para cá, divido apartamento com meninas para conseguir pagar aluguel e despesas. No fim do ano, descobri que a menina com quem eu morava, e em cujo nome estava o contrato de aluguel, havia me deixado na mão e entregaria o apartamento em dois dias. Fiquei desesperada!

Não sabia o que fazer, não conseguiríamos alugar outro tão rápido assim e foi aí que o Rafa me surpreendeu.

Ele conversou com os pais dele sobre o problema, e eles sugeriram de eu ir pra casa deles ficar um tempo lá até ajeitar minha vida.

Como um namorado que me conhecia há dois meses e uma família que me conhecia há um mês seriam capazes de estender a mão assim, sem nem ao menos conhecerem direito?

Hoje a resposta que posso dar é: eles são assim. Bons, justos, carismáticos e acolhedores. São a melhor coisa que aconteceu na minha vida. E por causa deles hoje eu não me sinto mais sozinha.

Me mudei pra lá em janeiro e lá ainda estou, tentando ajeitar minha vida e provavelmente eu só saia com o Rafa junto."