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11/06/2015 20:36 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Em crise, petistas querem retomar alianças históricas

Montagem/Estadão Conteúdo

Em mais um episódio de crise interna, o Partido dos Trabalhadores luta para voltar às origens. Uma frente, formada por 33 deputados de seis correntes do partido, sugeriu nesta quinta-feira (11) uma análise detalhada das coligações. A proposta consta em um manifesto com seis medidas que a sigla deveria adotar para mudar o rumo. O documento foi apresentado na Câmara dos Deputados e no 5º Congresso Nacional da legenda, que ocorre em Salvador.

De acordo com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos autores do texto, o PT deveria se realinhar com partidos com bandeiras históricas semelhantes. Entre os exemplos citados por Teixeira está o PDT e o PSB. O deputado também mencionou que recentemente o partido também tem se alinhado ao PSol.

Em uma crítica velada ao PMDB, o deputado disse que é preciso fazer alianças partidárias e também alianças sociais. “Precisamos nos aproximar do campo democrático para não deixar a direita avançar”, emendou.

Outra bandeira do partido, que não saiu como desejado nas discussões na Câmara dos Deputados, é a reforma política. Teixeira defende que a sigla faça alianças entidades da sociedade como a OAB, CNBB, a CUT e a UNE, além de encampar a Constituinte.

“O sistema como está organizado hoje acaba derrubando todos os partidos políticos. Evidentemente, o nosso acaba recebendo a narrativa maior, porque é o partido do governo, mas o sistema político dificulta a vida de todos.”

No documento, os deputados também criticam o governo e reconhecem falhas. “Ao longo de nossa história, algumas de nossas bandeiras foram se perdendo, principalmente a formação política. (…) As eleições internas passaram a ser marcadas por vícios que sempre combatemos nas eleições gerais. (…) Tais erros precisam ser corrigidos”, destacam.

“Precisamos reconhecer também que abdicamos dos protagonismo na elaboração de propostas para o País. (…) Exemplo disso são as recentes decisões do governo no sentido de reorganizar a economia, reposicionando o modelo de desenvolvimento que permitiu resultados tão positivos, desde o governo Lula. (…) este reposicionamento adota políticas de caráter recessivo, com aumento de juros que provoca desaceleração econômica e desemprego."

Confira as seis propostas do partido:

1 - Convocar um Congresso Constituinte para eleger uma nova direção;

2 - Substituir o Processo de Eleição Direta (PED) como processo interno de escolha das direções;

3 - Criar um sistema compartilhado de finanças do partido;

4 - Excluir das fileiras do partido filiados comprovadamente envolvidos em processo de corrupção;

5 - Intensificação de campanha pela reforma política, com uma Constituinte exclusiva para reformar o sistema político;

6 - Reavaliação da política de alianças, construindo-a partir de de aliados históricos.