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09/06/2015 09:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:24 -02

Senador Magno Malta diz que Parada do Orgulho Gay 'passou dos limites'; deputado quer criminalizar 'Cristofobia'

Reprodução/Facebook

O senador Magno Malta (PR-ES) disse, em discurso nesta segunda-feira (8), que a Marcha do Orgulho Gay, realizada no domingo (7), em várias cidades do País, "passou dos limites e semeou a intolerância e o desrespeito à liberdade religiosa", ferindo princípios constitucionais e o Código Penal.

Magno Malta relatou que participaram da marcha homens nus usando cruzes como tapa-sexo, enquanto um travesti preso a uma cruz, com coroa de espinhos e ensanguentado, fazia numa referência a Jesus. O senador disse que houve também escárnio a imagens de Nossa Senhora.

Diante disso, Magno Malta decidiu pedir ao Ministério Público Federal que entre na Justiça, com uma queixa-crime ou peça a abertura de inquérito contra os organizadores do evento que contou, inclusive, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e da Petrobras.

"Esse país é cristão. E agora, aqui, eu falo em nome de milhões de cristãos brasileiros, cristãos católicos, espíritas, evangélicos do país inteiro, cobrando uma posição em nome deles . Há uma revolta generalizada com essa atitude nefasta, inescrupulosa e reprovável. Vocês passaram do limite. Não é assim que se faz", disse o senador.

Contundente pronunciamento do senador Magno Malta pedindo ao Ministério Público para apurar os crimes cometidos com verba pública na polêmica e escandalosa Parada Gay em São Paulo.

Posted by Magno Malta on Segunda, 8 de junho de 2015

Magno Malta disse que, nos últimos dias, participou da Marcha para Jesus em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, movimento pacífico e ordeiro em defesa da família tradicional, do Brasil e do fim da corrupção. "Se, nesses eventos, a bandeira do movimento gay tivesse sido queimada ou se tivesse havido patrocínio da Caixa ou da Petrobras, certamente seria um escândalo", disse o senador.

Líder do PSD na Câmara propõe que 'Cristofobia' seja crime

O líder do PSD na Câmara dos Deputados, Rogério Rosso (DF), protocolou nesta segunda-feira um projeto de lei que torna crime hediondo ultraje, impedimento ou perturbação de cultos religiosos. Na proposta, o deputado ataca o que chama de "Cristofobia" e sugere como punição, além de multa, aumento da pena para quatro a oito anos de reclusão.

Na justificativa do projeto, o parlamentar reclama que manifestações de defesa dos direitos homossexuais, como a Parada LGBT, têm "zombado" da fé dos evangélicos e agindo de forma desrespeitosa contra símbolos religiosos.

(A) Líder apresenta projeto que transforma em hediondo crime de ultraje a cultos religiososO líder do PSD, deputado...

Posted by Rogério Rosso on Segunda, 8 de junho de 2015

"A intenção desse projeto de lei é proteger a crença e objetos de culto religiosos dos cidadãos brasileiros, pois o que vem ocorrendo nos últimos anos em manifestações, principalmente LGBTs, é o que podemos chamar de 'Cristofobia', com a prática de atos obscenos e degradantes que externam preconceito contra os católicos e evangélicos", diz o texto da proposição.

O artigo 208 do Código Penal prevê hoje multa ou detenção de um mês a um ano para quem escarnecer de alguém, por motivo religioso, ou perturbar cerimônia religiosa, "vilipendiar publicamente o ato ou objeto de culto religioso". Em caso de violência, a pena é acrescida em um terço.

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