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03/06/2015 18:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

Professores de SP decidem continuar greve que já é a mais longa da história

J Duran Machfee/Estadão Conteúdo

Os professores da rede de escolas públicas do Estado de São Paulo decidiram em assembleia nesta quarta-feira (3) que irão continuar em greve. A paralisação completou 83 dias e já é a mais longa da história da categoria no Estado. Durante a discussão ocorreu empurra-empurra entre pessoas contrárias e à favor da paralisação, mas sem maiores consequências.

Foram apresentadas três propostas pelo sindicato: terminar a greve, continuidade da greve por tempo indeterminado e continuidade da greve em dias determinados.Venceu a posição de continuar a greve, em votação apertada, que chegou a ser repetida para se ter certeza do resultado. Outra assembléia deve ocorrer na sexta-feira.

Em 1989, uma greve por melhores salários e condições de trabalho havia durado 82 dias. Agora os profissionais da educação reivindicam reajuste salarial de 75,33% até 2020, conforme já estabelecido pelo Plano Nacional da Educação (PNE) mas que não foi cumprido pelo Governo do Estado. Os professores também pedem redução do número de alunos por aulas, entre outras reivindicações.

A decisão de manter a greve vem em um momento em que o movimento se enfraquece, devido ao corte de ponto imposto aos profissionais que estão se ausentado das aulas. A Apeoesp, principal sindicato da categoria, contabiliza paralisação de 30% do professorado, enquanto o governador Geraldo Alckmin afirmou que o número não ultrapassava 5%.

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