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03/06/2015 20:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

Copom decide aumentar novamente a Selic e taxa básica de juros sobe de 13,25% para 13,75%

Montagem/iStock/Estadão Conteúdo

O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (03) elevar em 0,50 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), passando de 13,25% para 13,75%.

Esta é a sexta alta consecutiva nos juros básicos da economia, que avançam desde outubro de 2014 na tentativa do Copom (Comitê de Política Monetária) controlar o crédito e o consumo e, consequentemente, segurar a inflação.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação, acumula alta de 4,56% até abril. Nos últimos 12 anos terminados em abril, a variação chegou a 8,17% -- bem acima do centro da meta do governo para este ano, de 4,5%.

Mas, na avaliação da Cofecon (Conselho Federal de Economia), esse aumento têm efeitos "avassaladores", como inibição do investimento privado, do consumo das famílias e o aumento do endividamento.

Além disso, o aumento da Selic aumenta a atração dos títulos públicos, ou seja, em vez das pessoas colocarem seu dinheiro na economia real do País (investindo em empresas, projetos), elas compram títulos da dívida pública com rentabilidade indexada à Selic, que têm ótimo retorno sem risco algum

"O Cofecon mostra preocupação com a condução da política econômica no Brasil, caracterizada por uma visão excessivamente curto-prazista, refém de uma dicotomia entre inflação e crescimento, tendo a taxa Selic, como instrumento primaz de gestão econômica. Isso exclui uma perspectiva mais ousada que contemple uma visão estrutural e de longo prazo, expressa num claro e factível projeto de nação."

O crédito subiu!

Com a elevação da Selic, os juros ao consumidor atingiram 120,43% ao ano, ante 119,03% na taxa passada, de acordo com as projeções da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Isso significa que, a partir de agora, você pagará mais caro no financiamento, cartão de crédito, cheque especial e no empréstimo pessoal.

Na ponta do lápis, um consumidor que utiliza R$ 3.000 por mês no cartão de crédito pagará ao final do ano R$ 365,40 apenas de juros. Já um empréstimo pessoal de R$ 5.000, a uma taxa mensal de 4,04%, o consumidor vai pagar, no total, R$ 6.407,98.