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02/06/2015 19:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

Romário escala seis colegas da seleção de 94 para entrar em campo contra CBF

Montagem/Estadão Conteúdo

Ídolos do futebol podem entrar em campo novamente para jogar pelo futebol brasileiro. Desta vez, entretanto, a ideia é batalhar pela moralização do esporte. O senador Romário (PSB-RJ), ex-jogador da seleção, está convidando alguns colegas de jogo para formar uma frente e repaginar o esporte.

“Muitos de nós que jogamos futebol, que somos ídolos, recebemos muito do povo brasileiro. É claro que a gente também retribuiu com nosso trabalho dentro de campo em todos os segmentos, mas acredito que já que a gente tem de comum acordo, praticamente 100%, que está na hora de mudar o futebol, de repaginar, de moralizar o futebol. Estou pensando e já falei com alguns ex-jogadores-ídolos. Cada um dando as suas ideias, a gente pode sair dali com algumas coisas novas e bem interessantes para o futebol.”

Entre os jogadores citados, além dele, estão seis da seleção campeã de 1994: Rivaldo, Raí, Leonardo, Bebeto, Branco e Ricardo Rocha. Romário também disse que tem conversado e tem interesse em chamar jogadores de diferentes décadas, como Pelé, Tostão, Gerson e Carlos Alberto. Da geração seguinte, estão Zico, Falcão e Cerezo. Dos mais novos, Cafu, Ronaldo e Roberto Carlos.

Apesar de controversa, a indicação de Pelé é uma aposta. Recentemente, ele afirmou que a reeleição do presidente da Fifa, Joseph Battler, era uma boa porque ele tinha experiência. "Pelé está indo na contramão do que o mundo quer para o futebol, uma pessoa de sã consciência que fala que o Blatter é o melhor pela experiência. Alguma coisa está acontecendo”, criticou Romário.

O senador, entretanto, destacou que "por mais que, de vez em quando, ele diga coisas que a gente não concorda, ele será uma pessoa que eu terei um prazer de convidar para participar dessa reunião. Ele é um de nome do futebol mundial e poderia, se ele quiser, realmente ajudar muito nessa mudança importante”.

Contratos suspeitos

A criação da frente de jogadores é motivada pelo escândalo de corrupção na Fifa. Na semana passada, o ex-presidente da CBF José Maria Marin e outros seis dirigentes foram presos em Zurique, na Suíça. De acordo com Romário, as principais suspeitas de irregularidades envolvendo a CBF estão relacionados aos contratos feitos com empresas.

Autor do requerimento de criação da CPI do Futebol, Romário acredita que algumas empresas impõem cláusulas como a escalação de jogadores. “O que é um grande problema que estamos vivendo.” Ele citou como exemplo a não convocação do jogador do Fluminense Gerson para a seleção sub-21. "Na minha opinião, ele é o o melhor jogador hoje, não foi convocado porque o procurador dele não faz parte desse grupinho de empresários, então não tem interesse de convocar o jogador. Esse é nosso futebol hoje, infelizmente.”