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02/06/2015 17:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

'Renúncia do Blatter reforça necessidade de investigação', diz Renan

Montagem/Agência Senado/Agência Brasil

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira (2), que a renuncia do presidente da Fifa, Joseph Battler, é mais um fato para que haja uma apuração sobre as denúncias de irregularidades no futebol. Renan analisa a criação da CPI do Futebol, protocolada pelo senador Romário (PSB-RJ),

“A renúncia do Blatter é mais um fato na recomendação de que haja sim uma CPI. Ela apenas reforça a necessidade de uma investigação.”

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é o principal alvo da CPI no Senado. Na semana passada, o ex-presidente da confederação José Maria Marin e outros seis dirigentes foram presos em Zurique, na Suíça, sob acusações de corrupção, extorsão e lavagem de dinheiro. O atual presidente da CBF, Marco Polo Del Neto, também é suspeito de participar no escândalo.

Estatais

O presidente do Senado também rebateu as declarações da presidente Dilma Rousseff de que as nomeações de estatais são prerrogativas do Executivo. Segundo ele, é necessário dar transparência ao processo, "abrir a caixa preta" e fortalecer o papel do Congresso na fiscalização. "É uma resposta do Legislativo aos desalinhos das estatais, de todas, inclusive da Petrobras."

Em uma articulação em conjunto, Renan e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criaram uma comissão para reformular a Lei de Responsabilidade das Estatais.

Pela proposta, os diretores de empresas como a Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e o BNDES serão submetidos ao aval do Congresso Nacional. Atualmente, apenas a presidente é responsável por essas indicações.