COMPORTAMENTO
02/06/2015 11:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

Ele é HIV Positivo, mas sua esposa e seus filhos não. Saiba o porquê

Andrew Pulsipher

O americano Andrew Pulsipher, de 33 anos, é HIV positivo. Ele tem uma esposa e três filhos, e todos eles são HIV negativo.

Pulsipher, que mora no Arizona, nos EUA, nasceu com HIV. Os seus pais morreram de AIDS quando ele era criança e por isso Pulsipher foi criado pelos tios. Quando conheceu a sua esposa Victoria e se deu conta de que queria uma família, Pulsipher temia passar o vírus.

Por isso, ele e sua esposa, Victoria, tiveram sua filha, agora de cinco anos, por meio de tratamentos de fertilidade. Mas como o HIV de Pulsipher é atualmente "indetectável", ele conseguiu ter as outras duas crianças naturalmente.

Pulsipher disse ao The Huffington Post:

O HIV está bem modernizado nos dias de hoje. Acabei de ir ao médico. Eles só verificam os seus níveis e certificam-se que você ainda seja indetectável. Essa é a meta para todos, ser indetectável. Isso significa que o seu medicamento está funcionando de tal forma que, quando os médicos tiram o seu sangue, eles não conseguem encontrar várias cópias do HIV. Claro que o vírus ainda está escondido nas células, em algum lugar, e é assim que se agrava. Ele está latente, então a célula se ativa e o vírus torna-se ativo.

Na esperança de quebrar o estigma em torno do HIV, Pulsipher publicou esta foto no Facebook semana passada:

A foto teve quase 12.000 compartilhamentos. Pulsipher está empolgado com a forma como as pessoas reagiram e ele espera que isso ajude a educar as pessoas sobre o que significa viver com o HIV em 2015.

"Se você é indetectável, só há um por cento de chance que você passe para seu cônjuge, pelo menos se for um casal homem-mulher", disse ao HuffPost. Pulsipher arredonda para 1 por cento, mas uma metanálise de 25 estudos diferentes publicados na revista médica The Lancet encontrou que a probabilidade de transmissão do HIV de homem para mulher era de 0,8 por cento em 2009.

"Eu só tomo três comprimidos, uma vez por dia. Só isso", acrescentou. "Costumava ser muito pior. Antigamente eu tomava quatro comprimidos, três vezes por dia, mas chegou a um ponto em que os médicos podem fazer com que a medicina seja mais eficaz. Claro que existem diferentes combinações de medicamentos - cada pessoa soropositiva possui uma combinação diferente de drogas."

Nós, com certeza, estamos muito contentes que Pulsipher tenha compartilhado essa foto - ele acertou em cheio.

ESCLARECIMENTO: A linguagem foi atualizada para refletir os 0,2 por cento de discrepância entre o que Pulsipher entende sobre as taxas de transmissão e as últimas pesquisas.

(Tradução: Simone Palma)

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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