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01/06/2015 18:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

Este tratamento para a depressão pode ser tão eficaz quanto conversar com um terapeuta

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Apesar de um número cada vez maior de pesquisas demonstrar os benefícios físicos e mentais legítimos da meditação, algumas pessoas ainda consideram a prática uma moda new age, e não uma alternativa séria de tratamento.

Agora, um novo estudo realizado na Suécia oferece mais evidências da eficácia da prática de meditação no tratamento da ansiedade e da depressão.

Pesquisadores da Universidade Lund afirmam que o tratamento de meditação pode ser tão efetivo quanto a terapia cognitiva comportamental no tratamento de pessoas que sofrem de ansiedade, depressão e respostas severas ao estresse – uma opção que pode ser mais acessível e conveniente.

A pesquisa foi realizada em 16 centros de saúde no sul da Suécia. Um total de 215 pacientes com ansiedade, depressão e reações severas ao estresse foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: um de tratamento regular, com sessões de terapia cognitiva comportamental, e outro de sessões de meditação, realizadas em grupos de dez pessoas. Ambos os programas duraram oito semanas.

Antes e depois dos tratamentos, os participantes tiveram de preencher questionários para determinar a gravidade de seus sintomas de ansiedade e depressão. Entre os dois grupos, houve redução nos relatos de sintomas de depressão e ansiedade. Os pesquisadores observaram que não houve diferença estatística entre os dois tipos de tratamento.

“Tratamentos de meditação em grupo devem ser considerados uma alternativa à psicoterapia individual, especialmente em centros de saúde primários que não conseguem oferecer terapia individual para todos os pacientes”, disse Sundquist em um comunicado.

Um número cada vez maior de pesquisas demonstra que a meditação é eficaz no gerenciamento dos sintomas de ansiedade e depressão, mas a pesquisa da Universidade Lund é a primeira a mostrar que a meditação pode ser tão eficaz quanto formas tradicionais de terapia.

Este ano, uma revisão de 47 estudos mostrou que evidências do efeito positivo da meditação no controle de ansiedade, depressão e dor foram comprovadas em vários testes clínicos.

“Os clínicos devem estar preparados para falar com os pacientes sobre o papel que um programa de meditação pode ter no tratamento de estresse psicológico”, escreveram os pesquisadores num papel publicado na revista JAMA Internal Medicine, em janeiro.

Essa redução de sintomas provavelmente tem origem em mudanças reais no cérebro. Em 2011, pesquisadores de Harvard descobriram que participar de um treinamento de meditação de oito semanas criava mudanças significativas em áreas do cérebro associadas ao senso de si mesmo, empatia, estresse e memória. Dados de exames de ressonância magnética revelaram que a meditação aumenta a densidade de massa cinzenta no hipocampo, região associada com o aprendizado e com a memória, e diminui a densidade na amígdala, região do cérebro associada com medo, ansiedade e respostas ao estresse.

A pesquisa foi publicada online na semana passada no British Journal of Psychiatry.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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