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01/06/2015 19:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

Com movimentação financeira atípica, Ricardo Teixeira é indiciado por quatro crimes

Montagem/Estadão Conteúdo

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol Ricardo Teixeira foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público. De acordo com a Época, um relatório da PF mostra que ele movimentou R$ 464,56 milhões no período em que comandou a organização da Copa do Mundo do Brasil.

Ele esteve a frente do Comitê Organizador Local da Copa-2014 entre 2009 e 2012. No documento obtido pela revista, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) considerou a movimentação atípica e indicou que o ex-presidente da confederação mantinha contas no exterior.

De acordo com o Coaf, Teixeira repatriou parte do dinheiro para comprar um apartamento no Rio de Janeiro de R$ 720 mil. Segundo a reportagem, o imóvel valeria pelo menos R$ 2 milhões. A venda foi feita por Cláudio Abrahão, da família dona do Grupo Águia, fornecedor da CBF.

Na semana passada, Teixeira colocou sua mansão em Miami à venda. O imóvel foi comprado em 2012 da tenista russa Anna Kournikova por US$ 7,3 milhões. A casa te sete quartos, oito banheiros e um atacadouro para iates. Ele pedia US$ 15,5 milhões pela casa em setembro do ano passado. O valor ciu para US$ 13,5 milhões em janeiro e para US$ 12,9 milhões no mês passado.

As investigações sobre corrupção na Fifa estão cada vez mais próximas de Teixeira. Embora não tenha sido nominalmente citado, ele atuou em um dos alvos das autoridades americanas, o contrato de uma empresa de fornecimento de material esportivo com a CBF. A negociação teria rendido U$ 30 milhões em propina para José Hawilla e um representante da CBF, que à época era gerenciada por Teixeira.

(com Estadão Conteúdo)

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