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28/05/2015 17:21 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Pílulas anticoncepcionais mais recentes quadruplicam risco de trombose

Thinkstock

Há tempos sabe-se que o uso de pílula anticoncepcional está associado ao risco de trombose.

Mas nem todas as pílulas são iguais. De acordo com um novo estudo publicado no The BMJ, remédios mais recentes são mais perigosos neste aspecto.

Mulheres que tomam os chamados anticoncepcionais de terceira e quarta geração, que combinam substâncias como a drospirenona, o desogestrel, o gestodeno e a ciproterona, têm quatro vezes mais chances de desenvolver trombose do que quem não toma nada. As pílulas Diane e Yaz, ambas da Bayer, são alguns exemplos dese tipo de contraceptivo.

Elas também correm riscos duas vezes maiores do que as mulheres que tomam remédios considerados de primeira e segunda geração. É o caso de pílulas baseadas em levonorgestrel, norestiterona e norgestimata.

A pesquisa, realizada pela University of Nottingham, partiu da análise de duas bases de dados do sistema de saúde do Reino Unido, relacionando a ocorrência de trombose com o uso de contraceptivo. Considerando todos os tipos de contraceptivos orais testados, os riscos de desenvolver trombose são três vezes maiores em quem toma pílula do que em quem não toma.

De acordo com o estudo, o risco absoluto permanece relativamente baixo: 14 casos de trombose a cada 10 mil mulheres entre aquelas que tomam pílulas mais novas, e 6 casos em cada 10 mil entre aquelas que tomam pílulas de primeira geração. Para se ter uma base de comparação, uma gestante tem chances dez vezes maiores de sofrer o problema em relação a quem não toma nada nem está grávida.