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27/05/2015 10:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Estado Islâmico queima jovem de 20 anos que se negou a participar de 'ato sexual extremo'; enviada da ONU relata horrores vividos por mulheres

ROUF BHAT via Getty Images
A Kashmiri relative of missing persons hold placards and photographs as they attend a protest organised by the Association of Parents of Disappeared Persons (APDP) in Srinagar on May 28, 2011. APDP submitted a preliminary list of 1417 cases to the state chief minister Omer Abdullah and said that more than 8,000 people have gone missing, most of them after their arrest by Indian security forces in the troubled Kashmir region since a rebellion broke out at the end of 1989. AFP PHOTO/Rouf BHAT (Photo credit should read ROUF BHAT/AFP/Getty Images)

O Estado Islâmico, grupo fundamentalista que controla áreas da Síria e do Iraque, queimou uma jovem de 20 anos viva, após ela se recusar a participar de "atos sexuais extremos".

A denúncia foi feita por Zainab Bangura, da Organização das Nações Unidas. De acordo com a ONU, refugiados relatam o tratamento terrível que o grupo dá às mulheres, incluindo a venda de meninas virgens.

Segundo Zainab, representante especial da organização em situações de violência sexual em conflitos, a minoria yazidi está especialmente em risco. Eles seguem uma religião secular, vista por membros do Estado Islâmico como uma "seita adoradora do diabo".

Recentemente, uma jovem escreveu na publicação em inglês do grupo, a Dabiq, sobre como o Alcorão aprova que jovens da minoria yazidi sejam estupradas.

O grupo usa a violência sexual como uma tática terrorista para espalhar medo entre suas vítimas. De acordo com Zainab, quando estão em poder do Estado Islâmico, as jovens são despidas, têm sua virgindade "testada" e são categorizadas (de acordo com a beleza e com o tamanho dos seios) antes de serem negociadas em feiras ou enviadas para outras províncias - as mais bonitas vão para Raqqa, principal cidade do grupo.

"Há uma hierarquia: os sheiks escolhem primeiro, depois os emirs, depois os soldados. Geralmente eles escolhem três ou quatro meninas, ficam com elas por um mês, até enjoarem, e ai ela volta para o mercado. Durante esses leilões, os homens pechincham muito, depreciando meninas com seios pequenos ou pouco atraentes", afirmou Zainab.

Ela dissse, ao Toronto Star, que é necessária uma mobilização global para por fim à crise humanitária.

"Essas meninas precisam de ajuda médica e psicossocial e nem a ONU nem as autoridades regionais podem fornecer isso", afirma ela, que pede que mais países se envolvam na luta contra o grupo.