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26/05/2015 16:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

'Não estou preocupado com segurança na Olimpíada', diz prefeito do Rio

Montagem/Estadão Conteúdo

A pouco mais de um ano da próxima Olimpíada, o tema segurança no Rio de Janeiro voltou a ganhar atenção depois da morte do médico Jaime Gold, de 57 anos, esfaqueado durante um assalto na semana passada enquanto andava de bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas. Apesar da onda de violência, o prefeito Eduardo Paes não se diz preocupado com esta questão para 2016. Para ele, os cidadãos estarão protegidos por um grande contingente policial durante os Jogos Olímpicos.

"Não estou nem um pouco preocupado com a segurança na Olimpíada. O Rio, no auge de suas crises de segurança pública, fez a Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento). Faz carnaval todo ano, faz Réveillon com enorme sucesso porque, em um grande evento, baixa Exército, Aeronáutica, Polícia, fica uma maravilha", destacou.

Em um evento de empresários nesta terça-feira, em São Paulo, Eduardo Paes apontou que a maior inquietação deve ocorrer antes e depois da competição. "O evento vai embora e o pau come de novo. Esquece Olimpíada, não me preocupo um minuto". O prefeito vê a violência como um problema nacional e reconhece que o Rio de Janeiro tem uma particularidade neste assunto. "No Rio, talvez seja a situação mais grave, essa coisa de território dominado. São Paulo tem muita violência, mas o Estado não perdeu o monopólio da força".

Ele mostra confiança na política de pacificação das comunidades, instaurada em 2007. Mas, ainda que a responsabilidade pela segurança pública seja do Governo do Estado do Rio, Eduardo Paes coloca a Prefeitura à disposição para colaborar no combate ao que ele chama de "chaga brasileira". "Nós vamos estar do lado para ajudar. Esse é o grande desafio do Rio, que a gente tem de enfrentar e tem de vencer", afirmou.

AJUSTE FISCAL

Paes ainda afirmou que o ajuste fiscal não irã afetar as obras para a Olimpíada. "O ajuste fiscal não atrapalha a Olimpíada porque a maior parte das obras não é paga com dinheiro do governo federal. As que são, a Prefeitura do Rio tem condições de adiantar. Estou adiantando os recursos quando o dinheiro não vem", disse a jornalistas ao deixar um evento na capital paulista.

O prefeito disse que não imaginava, à época em que a cidade foi escolhida como sede, que enfrentaria um cenário econômico tão ruim quando a competição de fato se aproximasse - como ocorre agora. "O mau humor tomou conta, o que dificulta muito. A gente imaginava cenário que não ia ter de ficar explicando tanto polícia, inflação", afirmou.

Ainda assim, o prefeito manteve o discurso otimista, lembrou que as obras estão dentro do cronograma e disse que o cenário econômico adverso traz um desafio e "aumenta a responsabilidade" dos gestores públicos. Horas mais cedo, Paes chegou a dizer, inclusive, que o legado que a Olimpíada deixará para o Rio "deixará no chileno" o legado que os Jogos de 1992 deixaram para Barcelona, sendo que o evento é um exemplo de transformação de uma cidade na história da competição.

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