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26/05/2015 20:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Cinco vezes que você falhou ao tentar colocar as finanças em dia (GIFs)

Reprodução/SBT

Final do mês é uma dureza para a maioria dos brasileiros. Além do salário mirrado e das contas que não param de chegar, os preços não param de subir - o que dificulta ainda mais manter as finanças no azul.

Com isso, o risco de entrar no cheque especial e cair na inadimplência é grande. Mas, segundo o promotor de Defesa do Consumidor do Ministério Público de Minas Gerais e coordenador do site "Educação Financeira para Todos", Lélio Braga Calhau, há uma luz no fim do túnel.

Segundo Calhau, é possível se prevenir de algumas situações de endividamento e de promoções que parecem "tentadoras". Ele citou alguns comportamentos mais arriscados para quem quer colocar as finanças em dia (e como evitá-los, é claro). Confira:

1. Você não tem reserva para imprevistos

"Quando se trata de cuidar do equilíbrio financeiro pessoal, o caminho preventivo é a melhor saída", conta o promotor. De acordo com ele, é preciso ter uma pequena reserva para imprevistos, seja para o carro quebrado ou para situações mais sérias, como problemas de saúde de um parente. Manter essa poupança para imprevistos vai evitar ou amenizar gastos inesperados, que normalmente, são acompanhados por dívidas.

"Muitas famílias recorrem a venda de seus imóveis para quitar dívidas. Vale a pena reservar um dinheiro do seu orçamento para se resguardar de possíveis acontecimentos desagradáveis."

2. Você é doid@ por uma promoção

Quem não curte uma promoção, não é? Mas nem sempre elas valem a pena na avaliação do promotor de Defesa do Consumidor "As empresas trabalham no limite da legalidade. São ofertas de promoções, que acabam sendo péssimas para o consumidor que compra sem cautela coisas que não precisa ou não quer. Aí, consequentemente, surgem as dívidas."

Para não fechar um péssimo negócio, não acredite em qualquer promoção e verifique os pontos negativos de todas as compras, além de não aceitar ser pressionado por estratégias de marketing, como promoções com hora marcada para acabar ou que oferecem os "últimos produtos". "Você compra se quiser e nem toda oferta pode ser boa pra você."

3. Você passa tudo no crédito e não liga em pegar empréstimos

Você sabe o quanto, exatamente, você paga apenas em juros do cartão de crédito ou no rotativo? Com a alta crescente da Selic, taxa básica de juros, o crédito no Brasil está bem caro. Além da possibilidade de não conseguir honrar com seus compromissos e ficar inadimplente, você pode entrar numa roubada ao aceitar "empréstimos fáceis" disponíveis no mercado. Calhau explica:

"O consumidor deve passar a adotar uma postura mais defensiva quando lida com o seu equilíbrio financeiro, pois aquelas pessoas que ofertam empréstimos fáceis no mercado, são as primeiras pessoas que irão processá-lo judicialmente, quando houver inadimplência."

4. Você não acompanha suas finanças

Você costuma checar sua conta bancária? Seus extratos? De onde vieram tantos gastos? Zelar pelo equilíbrio financeiro é um passo primordial para continuar no azul (ou sair do vermelho). "Comportamento é tudo quando se trata de manter o equilíbrio financeiro. Fique atento com isso", diz o promotor de Defesa do Consumidor.

5. Você não é educado financeiramente

Só na ostentação!

Se educar sobre finanças não soa nada legal, mas é preciso. Saber como lidar com seu dinheiro é fundamental em um ano de ajustes fiscais, inflação alta e desemprego crescente.

E não é preciso ler livros enormes ou procurar um educador financeiro. Para quem não tem grana, há diversos sites de finanças pessoais gratuitos que ajudam a planejar os gastos e criar um orçamento.

"Com disiplina e conhecimento você poderá ter maior controle sobre seu dinheiro e não o contrário."