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26/05/2015 19:52 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

ASSISTA: Kim Kataguiri e Movimento Brasil Livre já chegaram a Brasília e têm um recado para Aécio Neves

Após 33 dias de caminhada, o Movimento Brasil Livre (MBL) chegou a Brasília com um recado para o senador Aécio Neves (PSDB-MG): não queremos ser seu inimigo. Eles serão recebidos na quarta-feira (27) pelas principais lideranças do Congresso Nacional. O evento marca o fim da Marcha pela Liberdade, iniciada após o protesto de 15 de abril, com a missão de transformar os atos de 2014, de março e abril deste ano em capital político.

Renan Hass, um dos líderes do MBL, acredita que a caminhada até Brasília mostrou que eles têm força para pleitear mudanças e "deixar um recado para lideranças políticas que às vezes se comportam de forma frouxa, especialmente da oposição”. Um exemplo, segundo ele, foi a declaração do senador Aécio, que evita se associar ao grupo.

“Quero deixar um recado para o senador: nós não queremos ser seu inimigo. Queremos que o senhor compreenda que existe força política, sim, nos movimentos de rua, esses grupos são, sim, independentes, não são grupos chapa branca, e esses grupos topam dialogar com o senador, mas não aceitam uma postura, por vezes intransigente, por vezes que ignoram todo trabalho. A declaração do senador na semana passada foi um banho de água fria nas pessoas que se manifestaram.”

O senador, derrotado nas eleições presidencias de 2014, voltou atrás da proposta de apresentar um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A notícia foi mal recebida pelo grupo e gerou uma chuva de memes na internet, com a afirmação: Aécio traiu o Brasil.

Para Kim Kataguiri, outro líder do movimento, a postura do senador demonstra que ele está mais interessado nas próximas eleições que com os anseios de quem votou nele.

"A gente gostaria de ter o Aécio do nosso lado, não fazemos questão nenhuma de criticá-lo, mas queremos que ele entendesse que um movimento como o nosso é legítimo e forte, que causou danos a ele recentemente. Porém, queremos trabalhar em conjunto para um País mais livre, um Brasil com menos impostos, com menos governo, um Brasil sem Dilma Rousseff”, emenda Renan.